Ex-comandante do 28° BPM foi transferida para o Rio

Título do Post Incrível
Bope reforça a segurança em Volta Redonda por tempo indeterminado. Foto: Ana Luiza Rossi/CSF
🔊 Ouvir esta notícia
Velocidade:
A preparar voz...

PMs suspeitos de facilitar entrada de criminosos estão em funções administrativas

A investigação feita pela Corregedoria da Polícia Militar sobre a suspeita de que um grupo de policiais militares tenha ajudado a entrada de um comboio de criminosos em Volta Redonda avança, mas sob sigilo. A tenente-coronel Amanda Neves Ferreira, que comandava o 28º Batalhão de Polícia Militar (28º BPM), foi exonerada, logo depois da invasão, e transferida para a Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SGP) da corporação, onde permanece à disposição do comando-geral da Polícia Militar. O grupo armado entrou em Volta Redonda na madrugada de domingo, dia 25, data do segundo turno das eleições.

Os policiais suspeitos de terem ligação com o bando da facção criminosa também foram afastados das ruas e transferidos para funções administrativas fora de Volta Redonda, após o início das investigações. Eles integravam o Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 28º BPM. A principal linha de apuração busca esclarecer se duas viaturas da PM, ocupadas pelos agentes, teriam aberto caminho para um comboio de sete veículos civis que transportaria mais de 20 homens armados, supostamente vindos do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio.

Os agentes da PM respondem a um Inquérito Policial Militar (IPM), conduzido no âmbito da corporação, e também são alvo de investigação criminal da Polícia Civil. Caso sejam confirmadas o envolvimento deles como os bandidos, eles poderão responder nas esferas criminal e militar, serem presos e expulsos da Polícia Militar. A investigação é considerada estratégica para esclarecer como o grupo armado conseguiu chegar a Volta Redonda.

Mandados de busca e apreensão

Como parte das diligências, uma operação conjunta da Polícia Civil, por meio da 93ª DP, e da Corregedoria da PM, através da 5ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (5ª DPJM), cumpriu 12 mandados de busca e apreensão contra os policiais investigados.

As buscas ocorreram nas residências dos seis agentes — quatro no Sul Fluminense e duas na cidade do Rio de Janeiro — e também nos armários particulares que eles utilizavam nas dependências do 28º BPM.

Foram apreendidos celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos, que agora passam por perícia técnica. O objetivo é identificar possíveis contatos, mensagens e registros de comunicação que possam esclarecer a atuação dos policiais antes e durante a entrada do comboio em Volta Redonda.

Os investigadores também trabalham no cruzamento dos dados extraídos dos aparelhos eletrônicos com as imagens das câmeras de monitoramento da Secretaria Municipal de Ordem Pública. A análise busca identificar comunicações entre os policiais e os ocupantes dos veículos que invadiram o complexo da Vila Brasília.