A Prefeitura de Barra Mansa declarou como “ilegal” a greve dos professores da rede municipal de ensino, que se iniciou nesta segunda-feira (26). A mobilização, oficializada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação de Barra Mansa (Sepe-BM), foi criada em resposta à Mensagem nº 29/2026, anunciada na Câmara Municipal na última semana.
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A manifestação da Prefeitura foi enviada em resposta aos questionamentos do Correio Sul Fluminense sobre a perspectiva de diálogo do poder público com a categoria. Em nota, a equipe afirma que “medidas administrativas cabíveis serão tomadas para quem não trabalhar sem justificativa”.
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O texto apresenta dois pontos considerados “críticos” pela categoria: a retirada da garantia da porcentagem fixa de 41% de adicional de magistério, também conhecido como “regência”; e a aprovação de um salário base que, apesar de cumprir com o piso nacional, desconsidera a realidade das horas trabalhadas pelos professores do município.
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“Boa notícia” de Furlani para a educação: categoria discorda
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As alterações previstas foram anunciadas nas redes sociais do prefeito Luiz Furlani (PL) como uma “boa notícia para o professor”. O ponto principal frisado pelo anúncio é o estabelecimento do piso nacional do magistério aos professores do município; a partir de 2027, conforme pretendido pela Prefeitura, o salário base da categoria passará a ser de R$ 5.130,63. Segundo a Prefeitura, a mensagem que pede a autorização da implementação do piso salarial, respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei Orçamentária vigentes, já foi enviada à Câmara Municipal.
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Furlani finaliza o discurso dizendo que qualquer depoimento que se oponha às declarações do vídeo seria mentiroso: “diferente disso que estamos falando é fake news”.
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A contestação dos professores sobre outros detalhes do texto aprovado, que não foram mencionados pelo esclarecimento publicado pela Prefeitura, começou logo na reunião de aprovação do projeto. Primeiramente, a equipe do Sepe alegou que os professores de Barra Mansa não terão acesso aos R$ 5.130,63 previstos no salário base, já que este valor é referente a uma carga horária de 40h, e a categoria cumpre apenas 22h na cidade. O Sepe estima que, na prática, o salário será de aproximadamente R$2,821.
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Outro questionamento do sindicato é direcionado a mudança na porcentagem de regência: com o novo texto, a porcentagem de 41% deixa de representar o valor fixo do adicional e passa ser a porcentagem “limite” a ser recebida.
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– […] ‘Até 41%’, ou seja, pode chegar em um ano e ele dizer apenas 1% somente. Isso se cumprir a palavra, porque temos outro documento que assinou, apalavrou e não cumpre sobre a Reforma da Previdência e inclusive, a própria regência – explicou Betto Almeida, representante do Sepe-BM.
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Betto acrescenta que a diminuição da porcentagem de regência é constante em Barra Mansa; na gestão anterior, do ex-prefeito Rodrigo Drable, o adicional caiu de 95% para 41%, mesmo após negociações e greve. A equipe do Sepe também publicou, em suas redes sociais, a ata de uma reunião feita em julho de 2025 entre a Prefeitura, com a presença de Furlani, e o sindicato; neste encontro, o prefeito teria garantido que a regência seria mantida na íntegra.
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A principal preocupação manifestada pela equipe do Sepe é que essas medidas retirem a segurança econômica dos profissionais da categoria. “Imagina você, trabalhador, ter o seu salário reduzido da noite pro dia. Você nunca vai ter uma estabilidade de salário; nunca vai saber quanto você vai receber. Como vamos planejar a nossa vida dessa forma?”, questiona o sindicato nas redes sociais.
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Ainda não há previsão de quais serão os próximos passos do Sepe em relação à greves e reivindicações formais à Prefeitura.