O Governo do Estado do Rio de Janeiro desenvolveu uma ferramenta que cruza informações sobre terrenos, clima e a população para identificar riscos de queimadas. O objetivo é ampliar a capacidade de planejamento e atuação da Defesa Civil, pasta que preside o Comitê Estadual de Enfrentamento aos Efeitos do El Niño.
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– O Rio de Janeiro sofre muito com as queimadas no período de estiagem. Essa ferramenta mapeia onde o risco é maior, ajudando a proteger bairros inteiros, salvar a nossa vegetação e garantir que a ajuda chegue primeiro a quem mais precisa – afirma o subsecretário de Gestão Operacional, coronel Charbio Marchett Pinho Guijarro.
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O equipamento de geoprocessamento cruza dados de ameaças climáticas, exposição populacional e vulnerabilidade social para otimizar os recursos públicos e salvar vidas. O trabalho interdisciplinar é realizado por especialistas do Centro de Estudos e Pesquisas em Defesa Civil (CEPEDEC). A secretaria atua por meio do Gabinete Integrado de Gestão de Riscos e da Força Especializada, operando com salas de situação e monitoramento via drones.
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O cálculo considera três fatores principais: onde o fogo pode pegar, levando em conta áreas com mato seco ou facilidade para queimadas; o que está no caminho, como casas, escolas e hospitais; e grupos mais vulneráveis, considerando locais com maior concentração de idosos e crianças, além de levar em conta ainda situações como falta de água e acúmulo de lixo. O órgão coordena também a validação dos Planos Estaduais de Contingência e a Política Amar, voltada ao acolhimento de animais resgatados em desastres.