Em greve, professores de Barra Mansa decidem resolver caso na Justiça

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Categoria pede por reajuste salarial e condições dignas de trabalho. Foto: Reprodução/Redes sociais
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Categoria questiona alterações de regência e aumento irreal divulgado

No mesmo dia em que é celebrado o Dia do Servidor Público, os profissionais de Educação de Barra Mansa foram às ruas nesta quarta-feira (28) para dar continuidade as ações de cobrança ao prefeito da cidade, Luiz Furlani. A categoria alega que o aumento do piso nacional anunciado pelo prefeito era irreal devido a uma alteração da regência de classe. Com realidade atual de salário equiparado ao piso definido em 2023, a categoria resolveu recorrer à Justiça.

Além de terem sido impedidos de entrarem na sede da prefeitura para tentativa de negociação, os grevistas também denunciaram a perda de investimentos de 30% para 25% que, segundo a categoria, deveriam fortalecer a rede municipal de educação.

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe) núcleo de Barra Mansa e Rio Claro ajuizou uma ação de inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça, com pedido de suspensão imediata dos dispositivos questionados e preservação dos percentuais anteriormente previstos em lei.

– O sindicato também questiona a falta de transparência na tramitação da proposta, cujo conteúdo não estava disponível para acompanhamento da categoria no portal legislativo, conforme os registros apresentados na ação. Prefeito, a categoria exige respeito aos seus direitos e ao compromisso assumido – afirmou a categoria.

Além da defesa dos salários, os profissionais também defendem condições dignas de trabalho com climatização das salas de aula, o Cumprimento da Lei nº 15.326/2026, com o enquadramento das auxiliares de creche, e o retorno da jornada de seis horas para todos os profissionais.

Há de se dizer que a relação entre a Educação e a Prefeitura de Barra Mansa não vai bem desde a gestão anterior. Na época, segundo o representante do Sepe-BM, Betto Almeida, mesmo com negociações e greve, a regência caiu de 95% para 41% e agora, a porcentagem também estaria em risco.

O que diz a prefeitura

Ao Correio Sul Fluminense, a prefeitura de Barra Mansa se manifestou sobre a decisão da categoria ir à Justiça. “A greve dos professores da rede municipal de ensino é ilegal. Medidas administrativas cabíveis serão tomadas para quem não trabalhar sem justificativa”, afirmou.