PSB aciona Justiça por vaga de Raone

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Foto: Divulgação/Raone Ferreira

Vereador diz que diretório municipal teme sua pré-candidatura à deputado estadual

O pedido do PSB de Volta Redonda à Justiça Eleitoral para empossar o suplente do vereador Raone Ferreira trouxe à tona uma disputa interna que vinha sendo mantida nos bastidores da legenda. Raone deixou o partido recentemente para se filiar ao PT, alinhando-se ao campo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


A tensão se intensificou após o vereador sinalizar sua pré-candidatura a deputado estadual, movimento que contrariou parte do diretório municipal do PSB. A ala divergente defendia a manutenção do apoio à reeleição do deputado estadual Jari de Oliveira, nome já consolidado do partido na disputa por uma vaga na Alerj.


O impasse ganhou novos contornos quando Raone formalizou sua saída do PSB com o aval da Executiva Nacional, liderada por João Campos. A interpretação do vereador é de que esse aval garantiria sua recondução ao mandato na Câmara Municipal caso não obtenha êxito nas eleições.


Em nota divulgada nesta sexta-feira (1º), o diretório municipal do PSB argumenta que a legislação eleitoral não permite candidaturas avulsas e reforça que, no sistema proporcional brasileiro, os mandatos pertencem aos partidos — e não aos indivíduos.


“O dever do partido é garantir aos mais de 11 mil eleitores do PSB em 2024 o mandato de dois parlamentares da legenda, conforme a vontade expressa nas urnas”, afirma o comunicado.
Atualmente, o PSB ocupa duas cadeiras no Legislativo municipal, sendo a outra da vereadora Gisele Klingler.


Acusações e contra-ataque


Em resposta, Raone classificou a iniciativa como uma manobra política para enfraquecer sua atuação.
“Querem me calar. Querem o meu mandato porque sabem que nossa pré-candidatura a deputado estadual incomoda e cresce dentro e fora da região”, afirmou o vereador em suas redes sociais.
O vereador também direcionou críticas ao suplente Juninho do Eucaliptal, que pode assumir a vaga caso a Justiça acate o pedido do partido. Segundo Raone, há vínculos políticos entre o suplente, membros da executiva municipal e o deputado Jari de Oliveira.


“Essa movimentação parte de grupos locais ligados à perpetuação no poder. Não toleram o crescimento de uma liderança independente”, acrescentou.


O caso agora aguarda posicionamento da Justiça Eleitoral e pode se tornar um precedente relevante sobre fidelidade partidária e a relação entre mandatos e partidos — especialmente em contextos de rearranjos políticos pré-eleitorais.