PRF apreende grande quantidade de ‘maconha gourmet’ em Barra Mansa

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A equipe do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT) da 7ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na manhã desta quinta-feira (23), apreendeu uma grande quantidade do chamado ‘camarão’ de maconha na altura do km 270 da Rodovia Presidente Dutra, em Barra Mansa. O motorista e proprietário do veículo, de 43 anos, foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.

Durante uma ronda de policiamento, a equipe abordou um caminhão baú Ford/Cargo, com placas de São Bernardo do Campo (SP). Durante a fiscalização, o caminhoneiro informou que transportava bobinas de papel de Várzea Paulista (SP) com destino ao bairro de Bonsucesso, no Rio de Janeiro. Ao verificarem a carga, os policiais encontraram, entre as bobinas de papel, 16 sacos plásticos contendo diversos invólucros de papel alumínio com substância análoga à maconha.

De acordo com as informações apuradas no local, o material apreendido é conhecido como “camarão” de maconha, uma forma da droga com maior concentração de THC, substância responsável pelo efeito psicoativo. O valor desse tipo de produto pode chegar a ser de 20 a 50 vezes superior ao da maconha comum.

Diante dos fatos, o motorista foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia de Polícia Federal em Volta Redonda, onde serão adotadas as medidas legais cabíveis.

A quantidade total da droga apreendida ainda será contabilizada.

O que é o “camarão” de maconha

O termo “camarão” é uma gíria utilizada no Brasil para se referir às flores secas e curadas da planta da cannabis. Diferentemente da maconha prensada, que inclui diferentes partes da planta compactadas para transporte, o “camarão” é a parte mais nobre da maconha, onde se concentram os tricomas e os canabinoides (THC e CBD).

O nome está relacionado ao aspecto visual dessas flores, que podem apresentar formato ovalado ou cônico, textura densa e cores com tons esverdeados e alaranjados. Esse tipo de produto costuma apresentar características como presença de pequenos cristais brancos ou amarelados que brilham na luz, aroma acentuado e ausência de sementes.

O valor do camarão – especialmente o hidropônico – é significativamente superior ao da maconha comum, chegando a custar até 20 a 50 vezes mais por grama. Essa diferença ocorre porque o camarão é tratado como um produto de “grife” ou gourmet, devido à pureza e à complexidade do cultivo.

“Para efeito de comparação, o prensado paraguaio no atacado (direto na fronteira ou grandes centros) pode custar entre R$ 800,00 e 1.500 o quilo. Isso significa que 1 kg de camarão hidropônico pode valer o mesmo que 30 a 40 kg de maconha prensada comum”, informou um agente da PRF.

*Reportagem segue em atualização