Treinamento aborda defesa química, biológica e nuclear
A Escola de Instrução Especializada (EsIE) realizou uma capacitação voltada a instrutores e monitores de três instituições de ensino do Exército: a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), o Instituto Militar de Engenharia (IME) e a Escola de Sargentos das Armas (ESA). A atividade atualizou os militares sobre os procedimentos de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN), para que o conteúdo seja aplicado nos cursos de formação e aperfeiçoamento da Força Terrestre.
A capacitação busca preparar os instrutores para transmitir conhecimentos relacionados à identificação de ameaças envolvendo agentes químicos, biológicos, radiológicos ou nucleares, além de orientar sobre medidas de alerta, proteção individual e coletiva e atuação em ambientes contaminados. A iniciativa faz parte de ações voltadas à atualização da doutrina e ao fortalecimento da capacidade de resposta do Exército diante desse tipo de cenário.
Na primeira etapa da carreira militar, voltada à formação, a orientação é que os alunos aprendam a reconhecer sinais de um possível ataque QBRN, emitir alertas, adotar medidas de proteção e manter a capacidade de operar mesmo em áreas contaminadas. Já na fase de aperfeiçoamento, o conteúdo aborda o tema no nível do planejamento militar, com foco na consideração da ameaça QBRN em atividades de Estado-Maior e no conhecimento das capacidades disponíveis para enfrentá-la.
De acordo com o major Amaral, chefe da Divisão de DQBRN da EsIE, a atualização da doutrina ocorre em um contexto de mudanças nos conflitos contemporâneos e de maior atenção ao uso desse tipo de agente em operações militares recentes.
A capacitação também está inserida em estudos conduzidos pelo Departamento de Educação e Cultura do Exército, que avalia transformar a atividade em um projeto permanente. A proposta é estruturar e disponibilizar conteúdos atualizados de forma contínua para os estabelecimentos de ensino da força, permitindo que o conhecimento seja difundido regularmente nos cursos de formação e especialização.
A iniciativa atende à Ação nº 36 da Diretriz para o Aprimoramento da Capacidade DQBRN do Exército Brasileiro, prevista na Portaria nº 1.443 do Estado-Maior do Exército, publicada em novembro de 2024.
A capacidade de Defesa QBRN também foi empregada durante a Operação Atlas 2025, exercício conjunto das Forças Armadas realizado neste ano. Durante a atividade, equipes especializadas atuaram em operações na região amazônica, com a missão de identificar possíveis riscos de contaminação, orientar medidas de proteção e apoiar a continuidade das operações em ambientes com potencial ameaça envolvendo agentes contaminantes.