A Prefeitura de Volta Redonda, por meio do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPU), iniciou a fase de prognóstico da revisão do Plano Diretor Participativo do município. Após a consolidação da fase de diagnóstico, que analisa a atual situação na cidade, começam as discussões de prognóstico, que definirão regras para atender às demandas de qualidade de vida, do desenvolvimento urbano e econômico, a ocupação territorial e uso do solo no município, entre outros assuntos.
O primeiro encontro ocorreu no dia 25 de março, com os membros do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU), onde foi divulgada a agenda para os demais setores. Na quarta-feira, dia 8, o encontro é com o setor Empresarial, Acadêmico e Científico e Conselhos de Classe; no dia 16 (quinta-feira), com representantes dos setores dos Movimentos Sociais, ONGs e Sindicatos dos Trabalhadores, concluindo a primeira etapa de reuniões com a sociedade civil.
Os encontros irão debater os seguintes eixos estratégicos: “Saneamento, Resiliência, Meio Ambiente, Patrimônio Natural”; “Economia, Planejamento Estratégico, Modelagem da Cidade”; “Uso e Ocupação do Solo, Mobilidade e Habitação”. Os encontros vão acontecer, às 19h, no auditório da Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas) – Rua Antônio Barreiros (antiga Rua 558), nº 29, Nossa Senhora das Graças.
O trabalho de revisão do Plano Diretor Participativo segue com reunião no dia 16 (quinta-feira), às 15h, com o Legislativo, na Câmara de Vereadores de Volta Redonda.
Concluídas as reuniões com os setores, no dia 25 de abril (sábado), das 8h às 17h, haverá um workshop sobre o prognóstico da revisão do Plano Diretor. O evento, aberto para toda a sociedade, será no auditório da Universidade Federal Fluminense (UFF), Campus Aterrado, na Rua Desembargador Ellis Hermydio Figueira, nº 783.
A fase de prognóstico dá continuidade ao processo participativo de revisão do Plano Diretor do município, que tem como objetivo apontar as necessidades da sociedade, norteando o Desenvolvimento Urbano de Volta Redonda para os próximos dez anos, devendo discutir ainda os índices urbanísticos a serem estabelecidos, os mecanismos de controle do uso do solo.
“Esse processo dá oportunidade para repensar o futuro da cidade, considerando sua forte história industrial e as novas possibilidades de desenvolvimento sustentável. A participação da sociedade nas fases de diagnóstico e prognóstico é essencial para captar as percepções, necessidades e aspirações da população que nem sempre são evidentes nos dados técnicos”, explicou o diretor-presidente do IPPU, Abimailton Pratti, ressaltando que o prognóstico, em resumo, cria diretrizes para a cidade que queremos no próximo decênio.
Plano Diretor – O Plano Diretor de uma cidade é a lei municipal que funciona como um instrumento de planejamento urbano para guiar o crescimento e desenvolvimento, incluindo o uso do solo, habitação, mobilidade e meio ambiente. O documento estabelece diretrizes, políticas e estratégias para organizar o espaço urbano e garantir a melhoria da qualidade de vida, tendo como base a participação da sociedade.