Sem resposta, Sindicato cobra CSN sobre acordo

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Odair: 'Não vamos medir esforços para um acordo justo'. Foto: Divulgação/SMSF

Acordo Coletivo 2026/2027 prevê implementar turno de 12 horas

O Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense (Sindmental-SF) informou nesta segunda-feira (30) que ainda aguarda o posicionamento oficial da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) sobre o Acordo Coletivo 2026/2027. As negociações ainda acontecem dentro do prazo legal, que se estende até 1º de maio de 2026, data-base da categoria.

Segundo o presidente do Sindicato, Odair Mariano, a direção permanece ativa e atuante. “Já procuramos a empresa e aguardamos um posicionamento para dar andamento às negociações. Não vamos medir esforços para garantir um acordo justo para toda categoria”, afirmou o presidente, por meio do Boletim Sindical.

Itens de acordo gera polêmica

Aliás, as pautas e reinvindicações aprovadas em assembleia, realizada no início de março, deram o que falar entre a categoria. Isso porque, uma das propostas, é a implementação do Turno de Revezamento de 12 horas. A proposta prevê quatro dias trabalhados e quatro dias de folga, com horário de 07h às 19h e 19h às 07h.

A questão é que, segundo os operários, mesmo com a atual escala permitindo uma folga de 80 horas, a rotina na empresa ainda demanda dos funcionários, mesmo em dia de folga.

“Nunca vi o próprio sindicato pedir para o ‘peão’ trabalhar mais”, apontou um operário. Outro, ainda foi além: “Vão entregar um turno de 12 horas no mole para a empresa. Uma luta que custou a vida de três trabalhadores” disse, referindo-se à greve de 1988 na CSN, que vitimou três funcionários que reinvindicavam a redução do horário de trabalho para 40 horas semanais.

Outro ponto citado foi quanto a demora para realizar o Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS). Segundo os operários, há anos que, mesmo como o acordo coletivo, não estariam sentindo os avanços do estudo.

Outras propostas

O sindicato também aguarda resposta da CSN sobre outras reivindicações, entre elas: o reajuste salarial acrescido de INPC, com ganho real 4,2%; aumento do empréstimo salarial de 6 para 12 vezes; piso salarial mínimo de R$2.090; reajuste no cartão alimentação no percentual de 50%, passando para R$1.635,00; auxílio-creche com reajuste de 30%, passando para R$1.000,00; implantação de um Banco de Horas Móvel e Fixo; melhoria na alimentação dos refeitórios; manutenção da bonificação de férias em 70%; entre outras medidas.