Projeto do UniFOA busca redução de perdas na produção de leite

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Projeto foi desenvolvido junto a outras instituições - Divulgação

O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) produziu um projeto que oferece uma solução de base biotecnológica à mastite: doença que é capaz de avançar silenciosamente em rebanhos, podendo reduzir a produção, comprometer a qualidade do leite e gerar prejuízos aos produtores rurais.

A proposta integra diagnóstico molecular, gestão de dados e capacitação técnica para identificar problemas relacionados à produção leiteira, reduzir perdas no campo e contribuir para maior produtividade e qualidade do leite. O projeto foi coordenado pelo professor Dr. Paulo Roberto de Amoretty, fundador da OmniBiotec, sendo contemplado em dois editais da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ): Doutor Empreendedor 2025 e Programa Agro do Futuro: Tecnologia e Soberania Alimentar RJ 2026.

“A aprovação nos dois editais da FAPERJ demonstra o reconhecimento da qualidade do projeto e reforça a importância da biotecnologia como área estratégica para o desenvolvimento do Brasil. Para o UniFOA, que possui um curso de Ciências Biológicas com ênfase em Biotecnologia, essas conquistas indicam que estamos formando profissionais e desenvolvendo projetos alinhados às demandas do futuro”, afirmou Paulo Amoretty sobre a importância do reconhecimento amplo do projeto.

O projeto começou a partir de conversas com a bióloga Luanda Vitória Ribeiro, egressa do UniFOA e integrante da equipe da empresa. Com experiência em produção rural, ela apresentou os impactos da mastite na produtividade e na rentabilidade das propriedades ao professor. “A OmniBiotec surgiu exatamente dessa união entre a experiência do campo e o conhecimento gerado na universidade. Nosso objetivo é desenvolver tecnologias que saiam do laboratório e contribuam efetivamente para resolver desafios reais”, completou.

O projeto é desenvolvido em colaboração com instituições como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e o UniFOA, além do apoio da FAPERJ e da Incubadora do Sul Fluminense. A articulação reúne diferentes áreas de conhecimento, infraestrutura de pesquisa e profissionais em torno do desenvolvimento da tecnologia.

Entre os editais conquistados, o Programa Agro do Futuro tem papel estratégico por estimular o desenvolvimento de FoodTechs e AgriTechs no estado do Rio de Janeiro. A iniciativa apoia soluções relacionadas à eficiência produtiva, sustentabilidade e segurança alimentar, áreas diretamente ligadas aos desafios da cadeia do leite.

Para Paulo, o avanço da pesquisa até a criação de uma empresa de base tecnológica é impulsionada por uma universidade que estimule pesquisadores a enxergar aplicações ao conhecimento produzido. “O UniFOA tem incentivado seus pesquisadores a buscar soluções para problemas da sociedade, aproximando a universidade do setor produtivo”.

O pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento do UniFOA, Washington Lemos, destacou que o apoio aos professores na captação de recursos e na participação em editais amplia as possibilidades de transformar pesquisas em novos projetos e negócios de base científica. “[É] uma ação fundamental para o desenvolvimento institucional.”