Eletronuclear amarga prejuízo de R$ 142 milhões em 2025

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Receita com venda de energia nuclear recuou de R$ 4,8 bilhões para R$ 4,1 bilhões em 2025. Foto: Divulgação/Eletronuclear

Estatal federal teve queda na receita e aumento nos custos operacionais no ano passado

Por Sônia Paes

Balanço da Eletronuclear, responsável pela gestao ds usinas nucleares Angra 1, Angra 2 e Angra 3 (esta com obras paralisadas), mostra que a estatal federal fechou 2025 com prejuízo de R$ 142 milhões, revertendo o lucro de R$ 544 milhões registrado em 2024. Os números foram divulgados no site da empresa, que alega que o resultado é fruto da queda de receita e aumento de custos operacionais. A receita de suprimento com energia elétrica teve recuo. Fechou no ano passado com R$ 4,1 bilhões contra os R$ 4,8 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior, em 2024.

Mesmo com resultados negativos quando trata-se de custo operacional, que totalizou em torno de R$ 1,1 bilhão, em 2025, incluindo gastos com pessoal, materiais e serviços,a presidência da Eletronuclear afirma, em nota , “no momento em que um apagão afetou 16 estados do Brasil, as usinas nucleares de Angra dos Reis mantiveram sua operação sem alterações significativas. Além de a variação de potência ser a menor dentro todas as outras formas de geração de energia do país, elas ainda puderam contribuir para o reestabelecimento de energia de vários destes estados, especialmente os da região sudeste”.

Com relação ao desempenho das usinas, a nota diz que “em 2025 as metas propostas para os Indicadores de Desempenho relacionados à Segurança Operacional das usinas Angra 1 e 2 foram alcançadas ou superadas.

-As unidades operaram na condição segura, conforme identificado pela Monitoração de Risco das Usinas Angra 1 e 2 em potência ao longo do ano, através de técnicas de Análise Probabilística de Segurança. Acompanhando o excelente desempenho em relação à segurança das Usinas, cabe também destacar que em 2025, Angra 1 e Angra 2 geraram um total de 15.832.660,2 MWh, alcançando a 4ª (quarta) maior geração da CNAAA em mais de 40 anos de operação destas usinas – informa a empresa, como consta dos dados divulgados no site oficial da Eletronuclear.

Produção histórica

A estatal federal ressalta ainda que a “produção histórica acumulada das duas usinas alcançou o valor de 396,18 milhões de MWh. Angra 1 operou durante 259 dias em 2025 sincronizada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) produzindo um total de 3.935.545,69 MWh de Energia Elétrica Bruta, alcançando um Fator de Disponibilidade de 69,35% e um Fator de Capacidade de 69,65%”.

Os dados sobre Angra 2 mostram que a usina operou durante 365 dias em 2025 sincronizada ao Sistema Interligad Nacional (SIN), não ocorrendo parada no referido ano, para reabastecimento de combustível, manutenções e testes periódicos. “A Unidade produziu 11.898.571,00 MWh de Energia Bruta, alcançando um Fator de Disponibilidade = 99,97% e Fator de Capacidade 100,39%. Não houve desarme de Reator em Angra 2 no ano de 2025, dessa maneira, a Usina completou o sexto ciclo seguido (ciclos 16, 17, 18, 19, 20 e 21) sem desarme de Reator”.

Vida útil de Angra 1

Outro ponto que teve destaque no relatório foi a a extensão da vida útil de Angra 1. “O projeto assegurou a continuidade da operação da usina até dezembro de 2044, mantendo por mais 20 anos à disposição do sistema elétrico brasileiro uma capacidade de geração de 640 MW. Para garantir essa ampliação da operação da usina, a Eletronuclear desenvolveu o Programa de Extensão da Vida Útil de Angra 1.

– Também foi submetida ao IBAMA a documentação para a solicitação de uma nova licença de Operação da CNAAA em setembro de 2023. Esta documentação está sendo avaliada pelo IBAMA que fez inspeção no site da CNAAA e formalizou uma série de condicionantes – informou a empresa.

A Eletronuclear aproveita para ressaltar que “ao conceder a renovação da licença de operação, a ANSN observou o retrato da Usina naquele momento, novembro de 2024, considerando todas as melhorias, upgrades e aperfeiçoamento de processos desenvolvidos ao longo de sua vida útil original, bem como os compromissos assumidos no âmbito do Programa LTO, os quais continuarão em processo até 2030, conforme previsto”.