CSN Cimentos ainda em estágio inicial de venda

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Empresa quer vender controle da produtora de cimentos. Foto: Reprodução/CSN Cimentos

Grupo J&F surge como um dos interessados na cimenteira

As negociações para a venda de 60% de um dos braços da Companhia Siderúrgica Nacional – a CSN Cimentos – são tidas pelo mercado como uma mostra do processo de redução da dívida do conglomerado. No cenário da desalavancagem, surge o Grupo J&F dos irmãos Batista como um dos interessados em deter o controle da CSN Cimentos em uma operação estimada em nada menos R$ 10 bilhões. A cifra entraria na proposta de redução da dívida líquida da CSN, beirando os R$ 40 bilhões, e aguardada pelo mercado financeiro com ceticismo, desde que foi anunciada, em meados deste mês.

A meta inicial de Benjamin Steinbruch – controlador do grupo siderúrgico, com mãos de ferro – é a venda entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões em ativos para reduzir dívida e aliviar pressão sobre liquidez do conglomerado. Se as negociações, em estágio muito inicial ainda, avançarem com o Grupo J&F, seriam R$ 10 bilhões para abater no processo. Mas isso implicaria em Steinbruch abrir mão do controle da cimenteira, o que não é o perfil do executivo, desde que começou a sua escalada no mundo dos negócios e obteve êxito.

A informação sobre o interesse dos irmãos Batista na CSN Cimentos foi divulgada jornal Estado de São Paulo, mas não foi confirmada. De concreto mesmo, somente que a CSN está em busca de um comprador para a sua cimenteira, com unidades em Volta Redonda-RJ, Arcos-MG e Sorocaba-SP.

Ainda consta do plano de redução da dívida, vendas de participações da CSN Infraestrutura e Logística, como foi anunciado em comunicado feito à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Mesmo assim, na semana passada, a Moody’s (agência de classificação de risco) reduziu a nota de crédito da CSN. E mais: definiu a perspectiva em negativa. Ou seja: novos cortes podem ocorrer no curto prazo.

Ampliação e venda da operação

A CSN Cimentos tem 13 fábricas espalhadas por todo o país e capacidade de produção de 16,3 milhões de toneladas de cimento. Em 2021, o Grupo CSN deu uma grande tacada ao comprar a Elizabeth Cimentos, fundada em 2015, e, na ocasião, com tecnologias de ponta.

Já no ano de 2022, foi a vez de Benjamin Steinbruch adquirir a LafargeHolcim. Foram nessas investidas que a holding fincou no mercado sua marca como a segunda maior produtora de cimentos do Brasil. Além disso, conta com terminais e centros de distribuição estratégicos no país.