A Prefeitura de Barra Mansa declarou como “ilegal” a greve dos professores da rede municipal, iniciada nesta segunda-feira (26), pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação de Barra Mansa (Sepe-BM). O movimento foi deflagrado devido à Mensagem nº 29/2026, aprovada pela Câmara Municipal na última semana. “Medidas administrativas cabíveis serão tomadas para quem não trabalhar sem justificativa”, diz a nota da prefeitura, enviada à Redação do Correio Sul Fluminense, a respeito da mobilização.
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A polêmica em torno da mensagem foi gerada, principalmente, pela retirada da garantia da porcentagem fixa de 41% de adicional de magistério, também conhecido como “regência”. Com o novo texto, a porcentagem de 41% deixa de representar o valor fixo do adicional e passa ser a porcentagem “limite” a ser recebida.
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– […] ‘Até 41%’, ou seja, pode chegar em um ano e ele dizer apenas 1% somente. Isso se cumprir a palavra, porque temos outro documento que assinou, apalavrou e não cumpre sobre a Reforma da Previdência e inclusive, a própria regência – explicou Betto Almeida, representante do Sepe-BM.
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Betto acrescenta que a diminuição da porcentagem de regência é constante em Barra Mansa. Na gestão anterior, do ex-prefeito Rodrigo Drable, o adicional caiu de 95% para 41%, mesmo após negociações e greve. A equipe do Sepe também publicou, em suas redes sociais, a ata de uma reunião feita em julho de 2025, com a presença do prefeito Luiz Furlani (PL). No encontro, o prefeito teria garantido que a regência seria mantida na íntegra, segundo o sindicato.
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‘Boa notícia’ de Furlani para a educação: categoria discorda
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Após a polêmica sobre as alterações nos vencimentos dos professores, o prefeito Furlani foi às redes sociais anunciar o que seria, em suas palavras, “uma boa notícia para o professor”. O anúncio se trata da implementação do piso nacional do magistério para os professores do município, prevista para vigorar a partir de 2027. O prefeito informa que a decisão eleva o salário da categoria para R$ 5.130,63. A prefeitura confirmou que essa mensagem, que trata especificamente da implementação do piso salarial, foi enviada à Câmara e respeita a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei Orçamentária vigentes.
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Ainda nas redes sociais, Furlani fez questão de afirmar que qualquer depoimento oposto às declarações dele sobre o piso salarial é mentiroso: “Diferente disso que estamos falando é fake news”, disse em vídeo.
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Piso nacional também é contestado
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O vídeo de Furlani causou nova contestação do Sepe em relação a probabilidade de crescimento dos salários da categoria. O sindicato alega que os professores de Barra Mansa não receberão os R$ 5.130,63 previstos no salário base, pois esse valor é referente a uma carga horária de 40h. A categoria do município cumpre 22h. Com isso, o Sepe estima que, na prática, o salário dos profissionais da Educação será de aproximadamente R$ 2,821.
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A principal preocupação do Sepe é que as medidas anunciadas pelo prefeito retirem a segurança econômica dos profissionais da categoria. “Imagina você, trabalhador, ter o seu salário reduzido da noite para o dia. Você nunca vai ter uma estabilidade de salário; nunca vai saber quanto você vai receber. Como vamos planejar a nossa vida dessa forma?”, questiona o sindicato nas redes sociais.
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O Sepe informou ao Correio Sul Fluminense que, mesmo após o anúncio da Prefeitura, as atividades de greve continuarão ao longo da semana.