Aumento de preços chega às prateleiras dos supermercados

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Nas gôndolas o preço afugenta o consumidor. Foto: Martha Imenes/Correio da Manhã

Aumento de preços chega às prateleiras dos supermercados

Por Sônia Paes

Sem saber o real cenário do Oriente Médio frente à guerra declarada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, um fato é certeiro: os consumidores do Sul Fluminense, no Estado do Rio, pagam a conta do conflito. O aumento de preços chegou às prateleiras dos supermercados, beirando valores registrados na pandemia. O litro de leite integral está entre R$ 5,71 a R$ 7,87. O pacote de arroz com cinco quilos varia entre R$ 21 a R$ 29,30. O feijão ficou mais caro também: o quilo vai de R$ 7,60 a mais de R$ 13,00. Detalhe: os reajustes ocorreram entre a semana passada e esta segunda-feira, dia 30, justamente quando trabalhadores começam a receber o salário do mês.

A movimentação de empregados que remarcavam preços e ajustavam os produtos nas gôndolas do Supermercado Royal do Aterrado, em Volta Redonda, nesta segunda (30), era frenética. Por outro lado, o movimento de consumidores ainda era tímido na rede de supermercado, assim como no Supermarket Floresta, que está fazendo obras na unidade do Aterrado. A reforma ainda está em andamento, ao contrário das remarcações de valores que estão atualizadas.

No Hortifruti, localizado no bairro Aterrado, também é visível a escalada de preços de legumes, frutas e verdeuras, o que está pegando muitos consumidores de surpresa. O quilo da cenoura está em torno de R$ 12,00 e a batata inglesa está R$ 8,00. O tomate “rama” é vendido a R$ 20,00 e o orgânico é encontrado por até R$ 27,00. O quilo da banana prata chegou a R$ 11,00 e o da nanica R$ 7,98.

A tendência é de que os mercados começem a ficar lotados nesta semana, com o feriado da Semana Santa, na sexta-feira (03), e o pagamento dos salários, feitos aos empregados até o quinto dia útil, como prevê a lei. Consumidores devem adotar uma prática para época de crises financeiras, como a troca por marcas mais baratas e a tão conhecida pesquisa em diversos supermercados para garantir o arroz com feijão na mesa.

Logo no início de março, pouco tempo depois de a guerra ser deflagrada, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, declarou que o cenário poderia impactar diretamente nos preços dos alimentos praticados no Brasil. “Rezo para que essa guerra não interfira no preço dos alimentos no Brasil”, disse, na época. Pelo jeito, as orações dele não surtiram efeito. Até porque o conflito no Oriente Médio emperra exportações de matérias-primas químicas, como nitrogênio e potássio, elevando o preço de fertilizantes. Sem contar, o encarecimento da logística. O diesel S10 subiu 13,60% e o diesel comum 12,34% em março, refletindo no valor dos fretes em todo o país e mirando diretamente no agronegócio. O modal rodoviário no Brasil responde por 60% a 75% da movimentação de cargas. Ou seja: o valor final dos produtos é afetado.

Lula tenta conter crise com pacote

Na semana passada, o presidente Lula anunciou linhas de crédito de R$ 15 bilhões. A finalidade é de que os recursos sejam destinados as empresas brasileiras exportadoras e as que têm relevância na balança comercial do país. Terão direito às linhas de crédito as empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores, como siderúrgico, metalúrgico e automotivo, no segmento de autopeças.

Também estão incluídas empresas dos setores industriais com relevância no comércio exterior brasileiro, como farmacêutico, de máquinas e equipamentos e eletrônicos, além de outros setores importantes, impactados com a falta de fertilizantes devido a conflitos externos.

*Com informações da Agência Brasil