Pesquisa também apontou aumento médio de 16,85% nos preços em relação a 2025
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) e do PROCON-RJ, divulgou os resultados da pesquisa comparativa de preços de produtos de Páscoa de 2026. O levantamento identificou variações de até 160,32% entre estabelecimentos para um mesmo item. A pesquisa também apontou aumento médio de 16,85% nos preços em relação ao ano anterior, evidenciando um cenário de encarecimento dos produtos típicos do período.
Realizado entre os dias 26 de fevereiro e 16 de março, o levantamento analisou 70 itens – entre ovos de Páscoa, barras de chocolate e caixas de bombons – em estabelecimentos físicos e plataformas digitais no estado do Rio de Janeiro. A variação média geral foi de 63,37%, indicando que o consumidor pode pagar significativamente mais caro dependendo do local de compra.
-Investir na informação é fundamental para garantir que o consumidor faça escolhas mais conscientes e econômicas. A pesquisa permite identificar diferenças expressivas de preços e contribui para o planejamento financeiro das famílias – destacou o secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca.
Diferenças expressivas
Entre os itens analisados, a maior variação foi registrada na barra de chocolate com biscoito Choco Trio (90 g), da marca Nestlé, com preços entre R$ 4,99 e R$ 12,99. Outros produtos amplamente consumidos na data comemorativa, como ovos de Páscoa e chocolates em barra, também apresentaram diferenças relevantes, com variações superiores a 100%.
De acordo com o levantamento, 58% dos produtos pesquisados apresentaram variações entre 50% e 100%, enquanto apenas 8% tiveram diferenças inferiores a 25%, o que demonstra ampla discrepância de preços entre os itens analisados.
Na comparação com a pesquisa realizada em 2025, foi identificado aumento médio de 16,85% nos preços dos produtos analisados. Como consequência, o custo estimado de uma cesta típica de Páscoa passou de aproximadamente R$ 200 para R$ 233,70 em 2026.
Comportamentos distintos
O estudo também avaliou produtos comercializados por lojas especializadas em chocolates. Nesse segmento, a Brasil Cacau apresentou redução média de 7,56% no preço por grama, passando de R$ 0,3156/g em 2025 para R$ 0,2911/g em 2026. A Lindt também registrou queda de 4,82%, de R$ 0,5183/g para R$ 0,5030/g.
Por outro lado, a Kopenhagen teve aumento médio de 4,95%, passando de R$ 0,3896/g para R$ 0,4089/g, enquanto a Cacau Show registrou alta de R$ 0,2813/g para R$ 0,2980/g. O preço por grama foi utilizado como referência para comparação entre os produtos analisados.
No Sul Fluminense, as confeitarias já estão se adaptando aos clientes que buscam por opções que caibam na dieta, bem como formatos alternativos, novos sabores e tendências para quem quer fugir do óbvio.
De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Volta Redonda (CDL-VR), a movimentação nas lojas começa a ser percebida, especialmente nos segmentos de chocolates, supermercados, presentes, vestuário e artigos temáticos, impulsionada pelo apelo emocional da data e pela tradição de presentear familiares e amigos. A projeção é que haja um aumento de 3% nas vendas para a Páscoa em relação a igual período de 2025.