A Companhia Siderúrgica Nacional enviou comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na quinta-feira, dia 18, informando que as negociações para a obtenção de um empréstimo com um grupo de bancos está em fase final e que a CSN Cimentos – um dos braços do conglomerado – será dada como garantia, entre outros ativos. A holding não divulgou mais detalhes da operação, que mexe com o mercado desde o começo do ano, e nem o valor que será liberado. No entanto, fontes ligadas ao grupo afirmam que as cifras devem atingir US$ 1,5 bilhão. O montante seria usado para começar a reduzir a dívida bilionária que assombra Benjamin Steinbruch, CEO do Grupo CSN.
Agência rebaixa nota da empresa
E mais: conforme o balanço financeiro referente ao quarto trimestre de 2025, divulgado na semana passada, o valor da dívida líquida da empresa chega à casa dos 41,218 bilhões. Ou seja: a alavancagem aumentou para 3,47 vezes o Ebitda, acima das projeções. Também na quarta-feira, dia 18, a agência S&P Global rebaixou as notas da CSNA3 e da CSN Mineração. Motivo: o alto endividamento da empresa.
Votorantim volta ao cenário
As negociações para a venda da CSN Cimentos continuam em andamento e trouxe de volta ao cenário a Votorantim, que voa em céu de brigadeiro. Fechou 2025 com lucro líquido de R$ 3,18 bilhões. Ou seja: um crescimento de 196% em relação a 2024. Líder no mercado brasileiro de cimento e uma das maiores empresas do setor no mundo, a Votorantim depende de aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômico), caso a operação seja bem sucedida. Para isso, teria que formar uma espécie de consórcio com outras empresas.
Gigante chinesa no páreo
Outra que estaria no páreo pela CSN Cimentos é a chinesa Huaxin Cement, que atua no mercado brasileiro desde o final de 2024, quando comprou a Embu Engenharia por US$ 186 milhões, como informou esta semana a Bloomberg News. A Morgan Stanley está à frente das negociações, pelo lado da CSN, mas ainda em estágio inicial e com muitas incertezas.