Motivado pela precariedade dos ônibus ofertados pelo Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) para locomoção ao campus, um suposto aluno da instituição teria anunciado, nesta terça-feira (03), que iria realizar ataques na unidade de Três Poços caso a situação não se resolvesse.
Em um grupo de mensagens, alunos se organizavam para realizar um abaixo-assinado para a universidade realizar a compra de novos ônibus, já que, de acordo com os relatos, os atuais não comportam o número de estudantes e estão sucateados.
Dentro do contexto, o suspeito teria ameaçado esfaquear os alunos e “se explodir” na secretaria da unidade com um colete de bombas caso o documento não fosse divulgado. O Correio Sul Fluminense teve acesso às mensagens e o suposto aluno ainda teria afirmado ter problemas psicóticos.
– Não mexam comigo. Se assegurem de que a FOA vai comprar mais ônibus, se não mês que vem cometerei um atentado. Dou até 01/04/2026. Não foi falta de aviso – afirmou. Em seguida, ele enviou um vídeo de um homem sendo decapitado, afirmando que ‘foi isso que fez com o último’.



Pouco depois, o suspeito teria enviado uma mensagem de desculpas ao grupo afirmando que o intuito era “fazer barulho” para adicionarem mais ônibus. “Só com um escândalo eles dariam atenção a isso. Perdão”, disse.
Em um comunicado enviado à imprensa, a UniFOA e a Fundação Oswaldo Aranha (FOA) afirmaram que as mensagens enviadas com o conteúdo violento foi enviado por meio de um canal não oficial. Assim que a situação foi identificada, iniciou uma ação conjunta com as Polícias Civil e Militar para apuração dos fatos e identificação dos responsáveis.
Atualização
A Fundação Oswaldo Aranha (FOA) informou que, em uma ação rápida e integrada entre a instituição, a Polícia Civil do estado do Rio Janeiro e de São Paulo e a Polícia Militar, um indivíduo foi detido para averiguação após realizar ameaças direcionadas a estudantes.
O suspeito atuava em São Paulo e se passou por aluno do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) e nunca representou um perigo real à instituição, uma vez que enviou as mensagens apenas para causar pânico.