O MPE (Ministério Público Eleitoral) recomendou a cassação dos mandatos do prefeito de Angra dos Reis, Cláudio Ferreti, e do vice Rubinho Metalúrgico. O parecer foi emitido na terça-feira (09) pelo promotor eleitoral Daniel Marones de Gusmão Campos, que concluiu a fase de alegações finais da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), 147ª Zona Eleitoral. O MPE pede ainda a inelegibilidade de Fernando Jordão por oito anos. A informação é do site Tempo Real.
Pelo entendimento do MPE, os atuais prefeito e vice foram beneficiados pelo ex-prefeito Fernando Jordão, com o uso da máquina pública nas últimas eleições. O próximo passo na batalha judicial é a decisão do juiz da 147ª Zona Eleitoral de Angra dos Reis. Se a sentença for favorável ao MPE, as defesas dos envolvidos ainda vão poder recorrer da decisão.
O caso foi parar na Justiça graças a uma ação movida pela coligação “Angra para Todos”, formada pelos partidos PL e NOVO, que denunciou que Ferreti e Rubinhos teriam financiado e orquestrado uma “milícia digital” para favorecer os investigados. A empresa Somma, de Gabriela Athias, prestadora de serviços à Prefeitura de Angra dos Reis, seria a responsável por comandar a chamada “milícia digital”, como apontou o MPE.
Somma comunicações e o processo
O jornal Correio da Manhã publicou,na ocasião das eleições municipais, reportagens sobre as investigações envolvendo a agência Somma Comunicações. As empresa, sob direção de Gabriela Athias, foi alvo até de apurações da Polícia Federal sobre um suposto envolvimento em milícias digitais e disseminação de informações caluniosas durante eleições. A agência esteve no centro de discussões políticas devido a um contrato de assessoria de imprensa e relações públicas firmado com a Prefeitura de Angra dos Reis.
A Somma foi contratada pela Prefeitura em 2022, através de licitação, com valor estipulado em cerca de R$ 3,3 milhões anuais para serviços de comunicação e transparência.
Na época das publicações, a assessoria e a Prefeitura de Angra dos Reis emitiram notas. A gestão municipal defendeu a legalidade da contratação e afirmou desconhecer as atividades de “milícias digitais”, enquanto as demais partes se colocaram à disposição para esclarecimentos às autoridades. O Correio Sul Fluminense aguarda posicionamento dos envolvidos e o espaço está aberto para manifestações.