Durante uma conversa no Café com Negócios do Aço, organizado pela Associação dos Processadores de Aço (Aproaço) na sede da Cinbal, em Volta Redonda, o ex-prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato a governador, Eduardo Paes, falou sobre sua visão com relação ao setor no Estado. “Estamos falando de 5% do PIB. Só que, o Estado do Rio de Janeiro se desindustrializou de maneira absurda nos últimos anos. Então, nosso objetivos é reindustrializar. Um terceiro ponto, são as deseconomias externas, como a violência, estradas ruins, roubos de carga e logística, que são problemas que desincentivam empresas a se instalarem. O que acontece hoje com o setor, é que o Estado mudo uma regra no meio do jogo”, disse.
Incentivos enfraquecidos
Paes afirma que mudou a regra de incentivos concedidos anteriormente e que isso não pode mais acontecer sem que haja diálogo com o setor para não gerar ainda mais
‘deseconomias’, como ele coloca. “Vim aqui, achei incrível a produção e o número de empregos que geram. Nosso papel é manter nossas empresas aqui, que elas cresçam e que outras empresas possam voltar para o Rio de Janei-ro, com seriedade e políticas públicas”, pontuou.

Política de proximidade
Aliás, o pré-candidato ao Governo do Estado também deixou claro que, se chegar ao Palácio Guanabara, quer implementar uma política de proximidade com as pre-feituras do Estado, em especial, no interior. “Quem sabe da realidade são os prefeitos. Só tem efetividade política se for feita em parceria com os prefeitos, ajudá-los e cobrá-los também”, pontuou. Informações que chegaram até a coluna apontaram, inclusive, que Paes planeja organizar gabinetes regionais para de fato cumprir essa proximidade com os municípios.
‘Não tem política na polícia’
Outra questão abordada, foi com relação a segurança pública. Ele resolveu ir direto ao ponto. “Se a gente aca-bar com esta máfia, mandando na política fluminense que tem ligação direta com o crime organizado, a situação melhora bastante. Se eu for governador, não vai ter mais político nomeando delegado de polícia ou comandante de batalhão”, pontuou.