CDL-BM viabiliza R$100 mil à CIA da PM

Título do Post Incrível
Iniciativa visa reforçar ações de segurança em meio ao aumento de ocorrências criminais. Foto: Divulgação/CDL-BM

2ª Companhia Independente da Polícia Militar será instalada no Bom Pastor, em Barra Mansa

A instalação da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar em Barra Mansa avançou de forma decisiva na última semana, com a entrega de um cheque de R$ 100 mil pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). A iniciativa, que tem à frente a comissão da entidade, formada pelos diretores Leo Santos, Rilmo Vieira, Jânio Alves e Hugo Tavares, está acompanhando a obra e dado total transparência na realização do aporte financeiro.

O investimento ocorre em um momento sensível, marcado por oscilações nos índices de criminalidade e pela cobrança crescente da população por mais presença policial nas ruas. A nova unidade será instalada no bairro Bom Pastor, em área próxima ao Centro, no imóvel onde funcionava o antigo CRIAARD, equipamento do sistema socioeducativo estadual administrado pelo DEGASE e recentemente desativado. A escolha do bairro é considerada estratégica, pela localização que facilita o acesso a diferentes regiões da cidade.

A mobilização liderada pela CDL simboliza uma mudança de postura: o empresariado deixa de apenas reivindicar e passa a atuar diretamente na viabilização de políticas públicas estruturantes. A iniciativa conta ainda com o apoio da ACIAP-BM e do Sicomércio, parlamentares da ALERJ e o poder público municipal, ampliando a articulação institucional em torno da pauta.

O empresário e presidente do PSD de Barra Mansa, Leo Santos reafirma que a segurança impacta diretamente o desenvolvimento da cidade. “Quando o setor produtivo se envolve, conseguimos acelerar soluções e dar respostas mais rápidas à população. Esse é um compromisso coletivo com Barra Mansa. É importante lembrar que a instalação da 3ª CIA da PM em Barra Mansa é uma luta de anos e que começa a, efetivamente, se consolidar. Esse aporte financeiro consolida o protagonismo do setor produtivo na construção de soluções concretas para a segurança pública do município”, destaca.

A nova Companhia Independente representa um modelo mais moderno de atuação policial, com maior autonomia operacional e foco exclusivo nas demandas locais. A expectativa é de reforço no policiamento ostensivo, redução no tempo de resposta às ocorrências e ampliação da presença das forças de segurança em áreas estratégicas.

Além do impacto direto na segurança, a iniciativa tem reflexos claros na economia local. Ambientes mais seguros estimulam a circulação de pessoas, fortalecem o comércio e contribuem para a geração de empregos, criando um ciclo positivo de desenvolvimento.

Números

Os indicadores recentes reforçam a urgência das ações. Entre abril de 2025 e março de 2026, Barra Mansa registrou 4.534 ocorrências criminais, com taxa de 2.496 casos por 100 mil habitantes. Embora abaixo da média estadual, o volume mantém a segurança pública como uma das principais preocupações da população.

A taxa de homicídios, de 31,2 por 100 mil habitantes, segue acima da média nacional, evidenciando a necessidade de reforço estrutural no sistema de segurança.

Por outro lado, há sinais de avanço. Em novembro de 2025, o município registrou queda de 57% nos homicídios, redução de 50% no roubo de veículos e diminuição de 25% nos roubos de rua na comparação com o mesmo período do ano anterior — resultados associados ao aumento do policiamento e à integração entre forças de segurança.

Criminoso em fuga

Na última sexta-feira (22), agentes da 90ª DP (Barra Mansa) realizaram uma ação de combate ao tráfico de drogas na região do Boa Vista, orquestrada pelo delegado Marcus Montez para identificar integrantes de uma organização criminosa em uma região sob influência da facção Comando Vermelho, o CV. Durante a operação, houve confronto armado e a fuga de um suspeito ligado ao tráfico de drogas.

De acordo com informações do jornal Folha do Aço, ao perceberem a presença das equipes, os criminosos efetuaram disparos de arma de fogo contra os policiais civis. Um dos suspeitos escapou para uma área de mata e abandonou uma roupa camuflada do tipo ‘gillie’, usada em ações de guerra para ocultação em áreas de vegetação, além de um rádio transmissor.