Motorista que provocou morte de mulher após colisão no bairro Aterrado é preso e denunciado pelo MPRJ

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Homem foi identificado apenas pelo primeiro nome Rodolfo - Divulgação/MPRJ

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou um homem por homicídio com dolo eventual e fuga do local do acidente após uma colisão que provocou a morte de Ellen Ana, de 47 anos, na madrugada do dia 15 de agosto, em Volta Redonda. Segundo informações da Polícia Civil, foi identificado o endereço em que se escondia e foi preso nesta terça-feira (21).

A Promotoria de Justila de Investigação Penal de Volta Redonda afirma que o acusado conduzia um VW Nivus em velocidade extremamente elevada e avançou o sinal vermelho no cruzamento da Avenida Sete de Setembro com a Rua Desembargador César Salamonte, que atingiu o veículo que Ellen conduzia, um Fiat Palio, em tráfego com sinal verde para seu sentido.

A investigação reuniu imagens de câmeras públicas e privadas que permitiram reconstruir a dinâmica do acidente. Os registros mostram o veículo do denunciado deixando uma boate pouco antes da colisão e, depois, ingressando no cruzamento em alta velocidade após a mudança do semáforo para o vermelho.

Após a batida, a mulher permaneceu gravemente ferida e presa às ferragens. Ela foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital São João Batista, mas morreu em consequência das lesões provocadas pela colisão. No veículo conduzido do acusado, foram encontradas garrafas de uísque, copos de vidro e forte odor de bebida alcoólica, circunstâncias registradas pelos policiais e pela perícia.

Ainda segundo a denúncia, o homem deixou o local logo após o acidente. Ele teria sido retirado da cena por outro homem, que também foi denunciado, por favorecimento pessoal, sob a acusação de ter o auxiliado a se afastar da atuação imediata das autoridades.

Para o Ministério Público, as circunstâncias apuradas — velocidade extremamente elevada, avanço deliberado de sinal vermelho em cruzamento urbano e a dinâmica registrada pelas câmeras — demonstram que o homem teria assumido o risco de produzir o resultado morte, razão pela qual a imputação foi formulada como homicídio doloso, a ser submetido ao Tribunal do Júri.

O MPRJ requereu ainda a prisão preventiva, sustentando a gravidade concreta dos fatos e a necessidade de garantia da ordem pública, aplicação da lei penal e preservação da instrução criminal.

A Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Volta Redonda reafirma que seguirá atuando na apuração de crimes graves de trânsito, especialmente nos casos em que a condução do veículo, pelas circunstâncias concretas, ultrapasse a imprudência e revele possível assunção do risco de matar.