No 2T26, CSN tem prejuízo líquido de R$ 773 milhões

Título do Post Incrível
Balanço da empresa enviado ao mercado mostra que endividamento continua alto em perído de turbulência para o grupo controlador. Foto: Sônia Paes/CSF

Perdas são quase 500% maiores se comparadas ao mesmo período de 2025

A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) teve novos momentos turbulentos nesta quinta-feira, dia 13, com a reação do mercado diante do resultado financeiro do segundo trimestre de 2026. Na siderurgia, os papéis CSNA3 tiveram alta de 5,56, enquanto a CSN Mineração (CMIN3) caiu 5,18%. A oscilação foi em virtude da leitura da divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26), quando foi registrado prejuízo líquido de R$ 773 milhões. Uma alta de quase 500% se comparado ao mesmo período do ano passado.

As ações da CSNA3 subiram em virtude de os números mostrarem que a empresa avançou na receita líquida (5,7%) e no Ebitda (4,9%), apesar do prejuízo. Já a queda na negociação dos papéis da CSN Mineração foi motivada pelo receio da queda dos preços do minério de ferro, a valorização do real e a pressão dos custos e fretes.

Números do 2T26

O balanço da empresa enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), na quarta-feira, dia 12, depois do fechamento do mercado, mostra crescimento operacional, com receita líquida de R$ 11,30 bilhões e Ebitda ajustado de R$ 2,77 bilhões. Detalhe: o endividamento continua sendo o calcanhar de Aquiles do Grupo CSN: a dívida líquida fechou junho em R$ 42,13 bilhões. Ou seja: maior do que os R$ 35,65 bilhões registrados no segundo trimestre de 2025.

No documento, a empresa informa que o resultado representa uma piora quando comparado com o trimestre anterior, por causa das maiores despesas financeiras relacionadas à variação cambial que acabou por anular a melhor performance operacional verificada no período.

-Por sua vez, quando se compara com o mesmo período de 2025, a variação foi ainda maior como resultado do impacto extraordinário das reversões de contingências observadas naquele período – diz o comunicado da CSN.

Setor de minério

Um dos braços fortes do conglomerado, a CSN Mineração (CMIN3) apresentou lucro líquido de R$ 219,4 milhões no segundo trimestre de 2026. Um crescimento de quase 90% em relação ao mesmo trimestre de 2025. Já Ebitda ajustado teve recuo de 20% ano a ano, alcançando a cifra de R$ 1,02 bilhão.

Venda da CSN Cimentos

A semana foi marcada também pelas informações em torno da venda da CSN Cimentos, outra subsidiária do Grupo. “A companhia informa que está em fase de análise das referidas propostas e que manterá seus investidores e o mercado em geral devidamente informados sobre quaisquer desdobramentos adicionais relevantes”, disse Antonio Marco Campos Rabello, diretor-executivo de finanças e relações com investidores da siderúrgica, logo no início da semana.

Entre os interessados na cimenteira, a J&F Investimentos que teria oferecido R$ 10 bilhões pela unidade. Outros potenciais compradores incluem a Votorantim, Polimix, a italiana Cementir além de uma produtora chinesa de cimento que não teve o nome divulgado.

CSN e Usiminas

Outro imbróglio envolvendo o Grupo de Benjamin Steinbruch esta semana foi o caso das ações da Usiminas. O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) desistiu de levar adiante no Superior Tribunal de Justiça (STJ) um recurso relacionado à participação da CSN na Usiminas. Resultado: foi mantida uma multa de nada menos do que R$ 39 milhões contra a CSN em virtude pelo atraso na venda das ações excedentes.