Prefeitura de Volta Redonda forma mais 43 mulheres na área da construção civil

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Alunas do projeto Mulheres Mãos à Obra receberam seus certificados durante formatura no campus Aterrado do UGB. Foto: Adriana Cópio – Secom/PMVR

A Prefeitura de Volta Redonda, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos (SMDH), em parceria com o Centro de Qualificação Profissional (CQP) do Aero Clube – unidade da Fevre (Fundação Educacional de Volta Redonda) –, capacitou mais um grupo de 43 mulheres participantes do projeto Mulheres Mãos à Obra – iniciativa do governo municipal que oferece cursos profissionalizantes gratuitos na área de construção civil. A cerimônia de formatura aconteceu na noite da última sexta-feira, 31 de julho, no campus Aterrado do UGB (Centro Universitário Geraldo Di Biase).

As formandas estudaram por quatro meses nos cursos de Técnicas Básicas de Construção Civil, Elétrica Predial e Pintura Predial. A oradora da turma foi a formanda de Elétrica Predial, Elizabeth Rosa da Silva. O professor Alcides Lourenço, chamado de Cidinho pelas alunas, falou em nome dos docentes. Os trabalhos da mesa foram coordenados pela assessora técnica do Departamento de Políticas para as Mulheres da SMDH, Kátia Teobaldo, com as presenças da subsecretária da SMDH, Juliana Rodrigues; do diretor do CQP, Eiji Yamashita; da vice-presidente da Fevre, Tânia Aguiar. Cada formanda levou dois convidados.

A subsecretária Juliana Rodrigues agradeceu a todos os parceiros e ao prefeito Antonio Francisco Neto pelo incentivo e apoio ao projeto, que forma mulheres para a construção civil num mercado que era exclusivo para homens; além de prestar homenageou às formandas.

“Vocês venceram o desafio de realizar algo novo na luta diária por chegar até aqui. Cada uma se empenhou muito. Agradeço por terem acreditado e confiado nos cursos que a prefeitura ofereceu. Deixaram a rotina das casas e vieram buscar um novo caminho de autonomia econômica e financeira. Estão todas prontas para buscarem oportunidades de trabalho no mercado”.

A oradora da turma, Elizabeth Rosa da Silva, formada em Elétrica Predial, agradeceu também ao prefeito Neto por acreditar na força e potencial das mulheres na construção civil, e estendeu o agradecimento à SMDH e à Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas), professores e direção do CQP e da Fevre.

“É um lindo projeto que abre oportunidades para a contratação das mulheres, tirando-as de uma situação de vulnerabilidade. Quando comecei, pensei que não iria conseguir. Depois descobri que podemos sim, e que sozinhas não chegaremos a lugar nenhum. Espero que todas sejam felizes por terem os sonhos realizados. Agora somos todas eletricistas”, concluiu.

A formanda Raquel Graziele disse que mais que uma formatura, elas quebraram barreiras numa área profissional que era só de homens. “Quero agradecer às secretarias municipais que estão no projeto, professores do CQP, Fevre, ao prefeito por acreditar em nós e investir nos cursos. Mostramos que o lugar de mulher é onde ela quiser!”, frisou.

Kátia Teobaldo, assessora técnica do Departamento de Políticas para Mulheres da SMDH, citou que as mulheres têm de acreditar sempre no próprio potencial e que a capacitação realizada é um exemplo de conquista para todas.

O diretor do Centro de Qualificação Profissional, Eiji Yamashita, destacou o apoio recebido durante a realização dos cursos, citou as palestrantes do Sebrae com Rodas de Conversa sobre o Empoderamento e o Empreendedorismo Feminino, e chamou as formandas de bravas guerreiras que venceram um importante ciclo da vida.

“Lembrem-se que não existem pessoas prontas, perfeitas. Mas, sim, existem pessoas dispostas a batalhar mais e mais, mesmo com as suas imperfeições, sabem que querem vencer na vida e oferecer o seu melhor. Valorizem as grandes vitórias e também as pequenas conquistas”, aconselhou.

A senhora Tereza de Souza Mafra Pinto, 69 anos, veio de Curitiba (PR) para assistir à formatura da neta, Lauane de Souza, moradora do bairro Santa Rita de Cássia. Orgulhosa, aprovou o projeto como boa iniciativa. “Não temos isso lá em Curitiba. Mais oportunidade para as mulheres trabalharem”, comparou.

A vice-presidente da Fevre, Tânia Aguiar, abordou a reformulação dos cursos para novas vagas. “Vamos ampliar as matrículas para aumentar o número de alunas para a Pintura e Técnica de Construção Civil. Queremos avançar nas oportunidades de trabalho para as mulheres. Tenho um carinho especial pelo CQP”, disse.

A convidada Verônica Aparecida Fidélis foi com o filho Bernardo, de 7 anos, participar da formatura da irmã, Naisa Joana d’Arc da Silva, e elogiou o projeto Mulheres Mãos à Obra, enquanto a mãe de ambas, Nair Clemência da Silva, 72 anos, reconheceu a importância do projeto e acrescentou: “se eu tivesse 50 anos de idade, eu também faria a minha matrícula neste projeto”, garantiu.