Livro resgata história do graffiti em Volta Redonda

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Volta Redonda tem um painel gigante no bairro Aterrado que marca a história do município. Foto: Gabriel Borges/PMVR

Lançamento de ‘Lápis’, de Hayala Garcia, terá roda de conversa, exposição e programação dedicada à cultura urbana

A trajetória do graffiti em Volta Redonda ganha um registro inédito com o lançamento do livro Lápis, do artista visual Hayala Garcia, na próxima quinta-feira, 29, no Centro Cultural da Fundação CSN. A publicação resgata a história da arte urbana na cidade desde 1996, reunindo relatos, imagens e referências que ajudam a contar a evolução do movimento e sua contribuição para a cena cultural local.

Idealizado por Hayala Garcia, o projeto foi produzido pela MF Consultoria em parceria com o Instituto Dagaz e viabilizado por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), através da Secretaria Municipal de Cultura de Volta Redonda.

Mais do que documentar a história do graffiti, o livro busca preservar a memória de artistas e coletivos que transformaram os muros da cidade em espaços de expressão artística, identidade e ocupação cultural ao longo das últimas décadas.

O lançamento contará com uma programação especial voltada à cultura urbana. Entre os destaques está a roda de conversa com Binho Ribeiro e Tinho, artistas reconhecidos nacionalmente por seu papel pioneiro na consolidação do graffiti no Brasil. O encontro promoverá reflexões sobre a trajetória do movimento, sua evolução e sua relevância como manifestação artística e social.

A programação inclui ainda a abertura de uma exposição coletiva com obras dos artistas Fred Freire, Daniel Barreto, Hayala Garcia, Tommy, Alan de Paula, Anarc, GuiKoz, Ana Vitória, Müller e Valks.Ink. A curadoria é assinada por Hayala Garcia e apresenta diferentes linguagens, estilos e gerações da produção urbana contemporânea.

O evento contará também com discotecagem do DJ Bea, ampliando a experiência cultural e reforçando o diálogo entre as diversas expressões que compõem o universo da arte urbana.

A identidade visual do projeto foi desenvolvida por Daniel Barreto (Coió). A coordenação e operação ficaram a cargo de Márcia Fernandes, com texto de apresentação de Talita Mazza, coordenação gráfica de Wagner de Paula e impressão da Gráfica Bandeirantes.

Ao reunir memória, arte e patrimônio cultural, Lápis se consolida como um importante documento sobre a história do graffiti em Volta Redonda, contribuindo para o reconhecimento e a valorização de um movimento que ajudou a construir a identidade cultural da cidade.

Serviço

Lançamento do livro Lápis

Data: 28/05/26

Local: Centro Cultural da Fundação CSN

Horário: 19h30min

Entrada gratuita.

Prefeitura incentiva oficinas

Em fevereiro, a Secretaria Municipal de Cultura de Volta Redonda promoveu a oficina de graffiti “Hip-Hop: Identidade e Movimento” no Espaço das Artes Zélia Arbex, na Vila Santa Cecília. A atividade reuniu alunos do Ciep 299 Jiulio Caruso, que vivenciaram uma manhã de aprendizado sobre a linguagem do graffiti, suas técnicas e seu papel na cultura urbana contemporânea.

Durante a ação, os estudantes puderam compreender o graffiti como uma forma legítima de expressão artística, ligada à história do Hip-Hop, ao território e às múltiplas identidades presentes na cidade. A oficina foi conduzida pelo graffiteiro Rafael Gusmão, que compartilhou experiências, conceitos e práticas do fazer artístico nas ruas.

A coordenadora do Zélia Arbex, Renata Ferreira, destacou o papel do equipamento cultural na formação cidadã. “O Zélia Arbex é um espaço onde a formação e a arte se encontram”, afirmou.

O secretário de Cultura, Anderson de Souza, ressaltou, na ocasião, a importância de iniciativas que aproximam os jovens da cultura. “A cultura transforma realidades. Ao levar o graffiti para dentro dos nossos espaços e dialogar com a educação, fortalecemos a identidade, o pertencimento e a criatividade dos nossos jovens. Investir em cultura é investir em cidadania, inclusão e futuro”, destacou.