As paralisações dos caminhoneiros devido à “MP do Frete” ocorreram nesta segunda-feira, dia 13, em pontos estratégicos do Sul Fluminense, assim como no restante do país. No início da noite, o presidente do Sinditac-VR, Luís Cláudio, acompanhava, em Brasília, as negociações da categoria com o governo federal. Em Volta Redonda, a entrada da CSN foi o local escolhido para o ato, já em Barra Mansa foi a porta da ArcelorMittal e na Via Dutra, os motoristas ficaram concentrados no posto da Flumidiesel. Não houve qualquer interdição ou tumulto.
As manifestações foram feitas de maneira pacífica, sem o registro de qualquer imprevisto no Médio Paraíba. A advogada que representa o sindicato de Volta Redonda e região, Jad Tristinny, também foi à porta das empresas com a finalidade de esclarecer os motivos dos protestos.
A intenção dos caminhoneiros era pressionar o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), para votar o texto da “MP (Medida Provisória) do Frete”, que estabelece um piso de custo mínimo para as operações da categoria. Detalhe: a votação precisa ocorrer até esta quinta-feira (16) para evitar que a medida perca a validade. A MP prevê piso salarial de R$ 5.000 para motoristas CLT. Além disso, o cadastramento de todas as operações de transporte passa a ser obrigatório.
Outro ponto forte da Medida Provisória é ainda a criação de um sistema de bloqueio eletrônico para impedir a contratação de fretes com valores inferiores aos definidos pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
Governo tenta conter crise
No final da tarde desta segunda-feira, o governo reforçou as ações no sentido de contornar à crise e acenou que a MP do Frete será aprovada ainda esta semana. A MP foi assinada pelo presidente Lula (PT) em março deste ano, inclusive, para tentar conter outra ameaça de greve por parte dos caminhoneiros independentes. Eles anunciaram o movimento, no mês passado, por causa da alta do diesel registrada em meio à guerra no Oriente Médio.
Agora, a Secretaria-Geral da Presidência conversa com representantes da categoria desde então e diz ter passado a garantia de que a proposta passará no Senado, que resiste em colocar a proposta em votação.