Em audiência na Alerj, deputados questionam destino de taxa turística de Angra dos Reis

Título do Post Incrível
Documento inicial apresentou taxa de apenas R$2,70 - Arquivo/PMAR

Representantes do setor de turismo de Angra dos Reis temem que a cobrança para acessar o município e às ilhas prejudique a economia e afaste os visitantes. Na semana passada, a Comissão de Defesa do Meio Ambiente, da Alerj, fez uma audiência pública sobre a taxa, na praça central da Vila do Abraão, na Ilha Grande. Também foi debatido um estudo técnico elaborado pela prefeitura, usado como base para a audiência. De acordo com representantes do setor, o documento recomendava uma taxa de apenas R$ 2,70, com recursos destinados exclusivamente a um fundo de preservação ambiental da Ilha Grande — e não ao caixa geral do município, como prevê a lei aprovada pela Câmara Municipal.

Visitantes terão que pagar R$50,00

A cobrança a valert a partir de 1º de junho de 2026, quando os visitantes passarão a pagar uma taxa fixa de R$ 50 por pessoa, com validade de 30 dias, tanto para acesso ao continente quanto às ilhas de Angra dos Reis. O deputado Jorge Felippe Neto (PL) declarou que essa é uma cobrança sem retorno para a população e prejudica toda a cadeia local: barqueiros, flexboats, restaurantes, comerciantes, trabalhadores e moradores.

‘Impacto financeiro pode afastar turistas’

O deputado Marcelo Dino (PL) ressaltou os impactos que a medida pode causar na vida dos moradores. de Angra “Essa taxa cria transtornos, prejudica o turismo e afeta quem gera emprego. Nós vamos lutar contra essa cobrança, seja na Justiça ou no Tribunal de Contas”, reforçou o parlamentar.O representante da Associação dos Meios de Hospedagem da Ilha Grande, Frederico Britto, classificou a cobrança como injusta e prejudicial à economia local. Segundo Britto, o impacto financeiro poderá afastar turistas e dificultar o acesso de famílias à cidade.

Associação é contra taxação

“Um casal com um filho gastará quase R$ 750 apenas com barco e taxa, sem contar o translado até Angra dos Reis. Isso é incentivo ao turismo?”, questionou. Ele destacou que a cobrança representa um risco direto para a economia da ilha, que depende fortemente da atividade turística. ‘Ordenamento se faz com gestão, não com taxação. A Associação é contra essa medida”, disse.