Van que transportava pacientes cai em ribanceira e deixa 11 feridos

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Rodovia é alvo de críticas por buracos e falhas na sinalização em diversos trechos. Foto: Divulgação

Acidente ocorreu na RJ-155 e reacende debate sobre condições das rodovias

Por Agatha Amorim

Um acidente envolvendo uma van que transportava pacientes deixou ao menos 11 pessoas feridas na manhã desta terça-feira (14), na RJ-155, entre Angra dos Reis e o distrito de Lídice.

O veículo caiu em uma ribanceira na altura de Serra D’Água, após o terceiro túnel, no sentido Lídice. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram acionadas para o atendimento da ocorrência e realizaram o resgate das vítimas.

De acordo com as informações apuradas, três pessoas sofreram ferimentos moderados e as demais tiveram escoriações. Todas foram socorridas e encaminhadas para unidades de saúde da região. Até o momento, não há registro de mortes.

O grupo estava em deslocamento para atendimento de saúde fora do município, prática comum entre cidades da região que dependem de unidades de referência para consultas, exames e procedimentos. Casos como esse fazem parte da rotina de transporte intermunicipal de pacientes no Sul Fluminense.

Problemas na RJ-155

O caso ocorre em meio a críticas recorrentes sobre as condições das rodovias que cortam o Sul Fluminense. A RJ-155, onde o acidente foi registrado, é frequentemente alvo de reclamações de motoristas que utilizam o trecho entre Angra dos Reis e Lídice.

Entre os principais problemas apontados estão buracos, trechos sinuosos e falhas na sinalização da pista, já relatadas por usuários da via. Em períodos de chuva, relatos indicam aumento da dificuldade de circulação, com pistas escorregadias, acúmulo de água em pontos específicos e redução da visibilidade em determinados trechos.

Motoristas também apontam a ausência de manutenção contínua ao longo da estrada, com intervenções pontuais que não acompanham o desgaste da via. Há ainda queixas relacionadas à falta de acostamento em alguns pontos, o que limita áreas de escape em situações de emergência.

O trecho onde ocorreu o acidente é conhecido por exigir atenção redobrada dos condutores, especialmente em curvas acentuadas e áreas próximas aos túneis, onde há variação de luminosidade e necessidade de adaptação rápida da visibilidade.

Situação da BR-393

A situação se repete em outras vias importantes da região, como a BR-393, um dos principais corredores logísticos do Sul Fluminense.

O Correio Sul Fluminense mostrou recentemente como a rodovia vem registrando uma sequência de acidentes graves, envolvendo veículos de passeio e de carga em diferentes trechos. As ocorrências reforçam um cenário já conhecido por motoristas: asfalto desgastado, buracos ao longo da pista e falhas na sinalização.

Informações apuradas também apontam que a deterioração da rodovia não é uniforme, com pontos críticos específicos onde os problemas se concentram e exigem intervenções mais amplas. Trechos com maior fluxo de veículos pesados estão entre os mais afetados.

Além disso, usuários relatam dificuldades em trafegar durante a noite, devido à iluminação limitada e à baixa visibilidade da sinalização horizontal em alguns pontos da via.

Cobranças e ações

O estado precário da BR-393 passou a mobilizar lideranças políticas da região, diante do aumento das cobranças por melhorias e maior segurança viária. Com a intensificação dos problemas, a situação avançou também para a esfera judicial, sendo determinada a elaboração de um plano emergencial voltado à recuperação da rodovia.

Apesar disso, usuários relatam que, na prática, as mudanças ainda não são percebidas de forma efetiva no dia a dia, com manutenção considerada insuficiente diante das condições apresentadas em diferentes trechos, incluindo pontos já alvo de intervenções recentes.