O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriu, na quarta-feira (1º), mandados de busca e apreensão contra 21 investigados ligados à chamada Família Avelino. A operação teve como alvos integrantes do grupo, cinco policiais militares, um advogado e suspeitos apontados como executores de crimes.
Ao todo, foram expedidos mandados em 29 endereços distribuídos pelos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Pará, com apoio de órgãos de inteligência e unidades do GAECO de outras regiões. A ação contou com suporte da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil. No território fluminense, as diligências ocorreram na capital e em cidades do Sul Fluminense, como Paty do Alferes, Vassouras, Paraíba do Sul e Três Rios.
As investigações indicam a atuação estruturada e contínua do grupo em práticas criminosas, com características semelhantes às de milícia privada. Segundo o MPRJ, há indícios de participação em homicídios já denunciados à Justiça, além de suspeitas de outras execuções, tentativas de assassinato, controle de áreas e corrupção de agentes públicos.
O material apurado também aponta para a existência de uma organização com divisão de funções entre seus membros, além de ações voltadas à obstrução de investigações. Entre as estratégias identificadas estão intimidação de testemunhas, ameaças a familiares e eliminação de adversários, com o objetivo de manter um ambiente de medo.
De acordo com o Ministério Público, a atuação do grupo remonta à década de 1930, atravessando gerações e mantendo histórico de violência. Diante desse cenário, o GAECO passou a centralizar as apurações relacionadas ao clã, considerando o padrão recorrente de crimes e as tentativas de interferência nas investigações.