As visitas institucionais e educativas às unidades da Indústrias Nucleares do Brasil (INB) em Caldas/MG, Caetité/BA e Resende/RJ vêm aumentando e se consolidando como ferramenta de aproximação da empresa com a comunidade e apoio à educação. Na Fábrica de Combustível Nuclear (FCN), em Resende, o aumento no número de visitantes no ano passado foi significativo. A unidade registrou um crescimento aproximado de 25%, somando mais de mil visitantes ao longo do ano, tanto no Espaço INB quanto nas áreas de produção.
Os visitantes se dividem entre as áreas de produção da Fábrica e o Espaço INB Resende: a primeira contabilizou 214 visitantes em 2025, em 17 visitas, e o Espaço recebeu 815 visitantes, de 22 instituições nacionais e internacionais, com maioria do público acadêmico. Em 2025, foram registrados cerca de 2,5 mil visitantes, entre estudantes, professores, pesquisadores e representantes de diversos setores que conheceram as atividades realizadas pela empresa.
Nas três unidades, os perfis dos visitantes são diversos. De acordo com a gerência de Comunicação Institucional da INB, enquanto estudantes do ensino fundamental e médio buscam ampliar o conhecimento sobre energia nuclear e ciência, universitários e profissionais demonstram interesse por temas como segurança nuclear, processos industriais, meio ambiente e proteção radiológica.
A gerência informou, ainda, que além de difundir conhecimento, as visitas cumprem um papel estratégico para a empresa ao apresentar, de forma transparente, suas atividades e seus protocolos de segurança. Neste ano, segundo a INB, a empresa pretende aprimorar os processos de agendamento, ampliar exposições temporárias, fortalecer oficinas educativas e buscar alternativas que permitam substituir desistências de última hora, garantindo maior regularidade das visitas técnicas.
O professor de economia da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Carlos Moisés Chaves, que esteve na unidade em Caetité, relatou que a experiência foi enriquecedora para os estudantes. “Muitos desconheciam que o urânio utilizado nas usinas nucleares de Angra 1 e Angra 2 é extraído e semiprocessado na Bahia. Trata-se de uma informação estratégica, que revela o papel do estado na cadeia produtiva nuclear e em setores decisivos para o futuro tecnológico e energético do país”, concluiu.