Lideranças atestam ditadura de Maduro mas defendem soberania
Políticos da região foram às redes sociais e se manifestaram sobre o ataque dos EUA à Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro e sua mulher Cilia Flores. A ex-prefeita de Barra Mansa, Inês Pandeló, atualmente na Casa da Moeda, pediu respeito à soberania dos povos da América Latina. “O golpe dentro do golpe”, disse Inês, destacando o fato de Maria Corina – líder da oposição na Venezuela e vencedora do Prêmio Nobel da Paz – ter sido descartada por Donald Trump, alegando que a ativista não tem apoio ou o respeito dentro do país.
-Maria Corina descobrindo tal qual no universo bolsonarista: aliados são aliados quando convenientes e depois descartados. Além, claro, do machismo – disse Inês, em seus perfis.
Os vereadores de Volta Redonda Raone Ferreira, do PSB, e Renay Cury, do PP, também divulgaram suas posições. Raone bateu na tecla de que a gravidade dos interesses “econômicos dos Estados Unidos sobre um território que não é seu”. O vereador ressaltou que existe uma ditadura na Venezuela, que ainda não respeita os direitos humanos. Mas, frisa, que a intenção de Trump não é combater atos antidemocráticos, e classifica a gravidade da invasão como gritante.
Renan também afirmou que a invasão abre um precedente extremamente perigoso nas relações internacionais e podem servir para novas ações semelhantes no mundo. Renan enfatiza o interesse dos EUA especialmente os ligados ao petróleo. “Ao mesmo tempo, não se pode ignorar o sofrimento do povo venezuelano. Foram anos de fome, repressão e abandono internacional, sem que nada efetivo fosse feito. Diante disso, é compreensível que população tenha apoiado a invasão, enxergando nela uma chance de mudança”, acrescentou Renan.
– Preocupa-me o precedente criado, mas fico feliz em ver um povo que, após tanto sofrimento, volta a ter esperança de dias melhores. Que Nicolás Maduro pague pelos seus crimes contra a humanidade – concluiu o vereador.
Outro que se manifestou foi o deputado estadual André Corrêa e ponderou que o mais importante agora é a realização de uma eleição na Venezuela: “Ninguém pode ser ingênuo! Não é uma questão de direita ou esquerda. Muitos interesses estão em jogo como petróleo por exemplo. É fato que Maduro fraudou comprovadamente as últimas eleições. É fato que Maduro implantou uma ditadura na Venezuela! Isso é fato! Não é ser de esquerda ou de direita! Não foi a melhor forma de resolver essa opressão que o povo venezuelano vivia. Mas algo tinha que ser feito”, afirmou o deputado.