Com abertura no dia 15 de março, exposição reúne trabalhos em pintura, bordado e madeira, além de ações formativas e recursos de acessibilidade
O Sesc Barra Mansa inaugura, a partir de 14 de março, a exposição Pequenas Grandes Histórias de um Dia Qualquer, dedicada à produção do artista visual Jorge Fonseca. A mostra reúne 14 obras que partem da experiência de vida do artista e se desdobram em diferentes linguagens visuais, nas quais imagens, palavras e materiais diversos constroem obras que traduzem relações de afeto , a observação atenta do mundo e as filosofias da vida, por uma ótica singular.
Artista autodidata, ex-maquinista de trem, Jorge Fonseca construiu sua trajetória a partir de experiências ligadas ao trabalho manual, base de sua produção artística. Sua poética tem origem na própria experiência de vida e se desenvolve por meio do uso de diferentes técnicas, como pintura, bordado e objetos em madeira. Seu processo de criação é orientado pela experimentação e pela relação direta com os materiais, com o uso de diferentes suportes. O conjunto permite leituras abertas e diferentes formas de aproximação do público com os trabalhos apresentados.
A exposição propõe uma leitura da obra de Jorge Fonseca a partir de sua trajetória de vida e da relação entre trabalho e criação artística. A mostra se apresenta como uma experiência sensorial e reflexiva, na qual as obras funcionam como crônicas do dia a dia, reunindo pequenas narrativas da vida comum.
A abordagem evidencia como o artista constrói sua produção a partir de narrativas compartilhadas, que dialogam com o artesanato e a cultura popular, ao mesmo tempo em que incorporam procedimentos da arte contemporânea e referências à arte pop e ao kitsch como elementos de sua linguagem visual.
“Observador atento do campo da existência, em cujo centro se encontram as histórias comuns, os dramas crus, as filosofias da vida e os sonhos inalcançáveis, o artista Jorge Fonseca constrói uma poética do viver”, descreve Fernanda Terra. A exposição conta com projeto e coordenação do Atelier Documenta, curadoria de Fernanda Terra e produção executiva da Zoé Arte sendo realizada por meio do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar.
A exposição foi pensada para garantir acesso a diferentes públicos. O espaço expositivo permite a circulação de cadeirantes e conta com obras instaladas em altura adequada para melhor visualização. Todas as peças tem sinalização com QR Code direcionado para audiodescrição, incluindo a audiodescrição do texto curatorial. O projeto inclui ainda uma obra cinética que poderá ser manipulada pelo público e uma escultura ou obra tátil voltada à experiência de pessoas com deficiência visual.
Na abertura da exposição, será realizada uma oficina/palestra seguida de visita guiada, com a participação do artista e da curadora. Também será lançado o catálogo virtual, via Qr Code, ampliando o acesso aos conteúdos da exposição.
JORGE FONSECA – PEQUENAS GRANDES HISTÓRIAS DE UM DIA QUALQUER | SESC PULSAR
Período: 15 de março a 14 de junho de 2026
Horário: de terça a sexta, das 10h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h.
Local: Galeria de Arte do Sesc Barra Mansa
Endereço: Av. Tenente José Eduardo, 560 – Ano Bom – Barra Mansa – RJ
CEP: 27.323-240
Entrada: gratuita
Classificação: livre
Abertura: 14 de março, sábado
Horário da abertura: das 15h às 17h
Mais informações: (24) 3324-2630
Sobre Jorge Fonseca
Jorge Fonseca é artista visual autodidata, nascido em Conselheiro Lafaiete (MG). Ex-marceneiro e maquinista de trem, desenvolve uma produção que articula trabalho manual, cultura popular e procedimentos da arte contemporânea.
Em 2017, foi indicado ao Prêmio PIPA e venceu o Prêmio PIPA Online por votação popular. Em 2016, conquistou o primeiro lugar no Prêmio Funarte Conexão Circulação Artes Visuais com o projeto FIOTIM – O Museu em Movimento, que circula por espaços institucionais e praças públicas em diferentes regiões do país, ampliando o acesso à arte contemporânea. Em 2009, foi contemplado com a Bolsa de Estímulo à Produção da Fundação Pollock-Krasner, de Nova York, concedida por mérito e conjunto da obra. Também foi artista selecionado no Rumos Visuais – Itaú Cultural (2001), em São Paulo (SP), e no Projeto Macunaíma – Funarte (1998), no Rio de Janeiro (RJ). Sua trajetória inclui ainda premiações como o 53º Salão Paranaense (1996), o Salão de Arte Contemporânea de Campos (1996) e o Salão Nacional de Arte de Goiás (2002).
É professor do Departamento de Artes da Universidade Federal de Juiz de Fora por notório saber e atua como arte-educador, diretor de criação de grupos de artesãos e idealizador de projetos sociais.
O artista realizou exposições individuais em instituições como Caixa Cultural, Funarte, Museu da Inconfidência, Galeria Anna Maria Niemeyer e Galeria Thomas Cohn, além de participar de exposições coletivas no Brasil e no exterior. Suas obras integram acervos como o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – Coleção Gilberto Chateaubriand, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói – Coleção João Sattamini, o Museu Afro Brasil e o Instituto PIPA, dentre outras.