Nissan quer transformar Resende em sua base exportadora

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Christian Meunier declara que fábrica será transformada em plataforma exportadora. Foto: Divulgação Nissan

Por Sônia Paes

Na contramão do restante do mundo, o Brasil está nos planos de expansão da Nissan, que executa atualmente um arrojado plano de reorganização. A notícia é um bálsamo para o Médio Paraíba, que tem uma unidade da montadora, em Resende-RJ. Detalhe: a reestuturação da empresa japonesa inclui fechamento de fábrica na Argentina e no Méxixo. Já para os Estados Unidos está previsto aumento de produção. As informações foram dadas pelo Valor, que entrevistou Christian Meunier, chairman da Nissan Américas.

No encontro recente com jornalistas, em São Paulo, Meunier falou dos investimentos feitos no Sul do Rio e declarou que o próximo passo é transformar o polo de Resende em exportador. “Isso vai ajudar a gente a ganhar mais e reinvestir no Brasil. Para ter sucesso no país, é preciso comprometer-se com o longo prazo e fazer investimentos localmente”, disse.

Em abril do ano passado, a Nissan anunciou investimentos da ordem de R$ 2,8 bilhões, voltados para a produção do novo Nissan Kicks. A fábrica passou por uma verdadeira revolução. Foram instalados nada menos do que 98 novos robôs. A geração de empregos também não ficou fora do projeto. Houve a criação de quase 300 novos postos de trabalho no Complexo Industrial. A unidade também ganhou 29 novos AGVs (Automatic Guided Vehicles) totalizando agora 202 unidades.

Os chamados AGVs são pequenos robôs autoguiados que conduzem carrinhos de peças e plataformas, “fazendo com que a operação seja mais flexível, segura e silenciosa”. Além disso, a evolução para a produção do novo Nissan Kicks também envolveu muitas outras empresas e suas equipes. Nesses anos de preparação, a marca japonesa contou com o suporte de mais de 70 fornecedores, somando o apoio de 2.500 pessoas.

Ciclo completo

Inaugurado em 15 de abril de 2014, o Complexo Industrial da Nissan é formado por uma fábrica de veículos e uma de motores e conta com um ciclo completo de produção. É uma das poucas unidades industriais inauguradas mais recentemente no Brasil que possui, dentro de suas instalações, da área de estamparia até pistas de testes, incluindo chaparia, pintura, injeção de plásticos, montagem e inspeção de qualidade.

No comando desde janeiro de 2025

Christian Meunier assumiu a função da Nissan Américas em janeiro de 2025, no lugar de Jérémie Papin. Meunier lidera as operações e a estratégia em todo o continente americano como parte do plano de negócios global da empresa, The Arc. A Nissan América Latina tem como presidente Guy Rodríguez e inclui mercados prioritários para a marca japonesa como México e Brasil – cujo presidente da filial é Gonzalo Ibarzábal.

Christian Meunier tem mais de 30 anos de experiência na construção de marcas automotivas globais de sucesso, liderando esforços de marketing inovadores e impulsionando resultados de vendas por onde passou. O executivo retorna à Nissan, onde ocupou cargos de liderança em toda a organização global da empresa, incluindo várias funções importantes nas Américas.

O executivo, que tem dupla cidadania, francesa e americana, possui mestrado pela École des Hautes Etudes Commerciales du Nord (EDHEC) Business School na França. Meunier fica baseado na sede da Nissan Américas em Franklin, Tennessee, nos Estados Unidos.

Nissan Kait versus Volkswagen T-Cross

O Novo Nissan Kait mede forças com o Volkswagen T-Cross, atual líder entre os SUVs. Detalhe: o Kait é a primeira geração do Kicks, que recebeu um novo visual na frente e na traseira, enquanto o modelo da Volks também mudou ao longo dos anos.

São propostas diferentes. Enquanto o T-Cross, que é o líder de sua categoria, oferece duas motorizações turbo e tem mais opções, podendo custar até R$ 203.490 na versão Extreme 250 TSI (150 cv), o Kait está posicionado na base do segmento de SUVs compactos e oferece o 1.6 flex (113 cv) como única opção.

*Com informações do site da Nissan e da Folhapress