Mulheres lideram a mobilidade acadêmica internacional e transformam educação em estratégia de carreira global

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Com 65% do público interessado em intercâmbio, brasileiras impulsionam a mobilidade acadêmica internacional; Reino Unido se consolida como destino estratégico com bolsas integrais e políticas inclusivas. Foto: Divulgação

No Mês da Mulher, os dados confirmam uma mudança estrutural no cenário da educação internacional: as mulheres lideram o interesse por estudos no exterior no Brasil, representando 65% do total de brasileiros que planejam estudar fora, contra 35% dos homens. O movimento é impulsionado principalmente pelo desenvolvimento de carreira internacional, qualificação acadêmica e acesso a oportunidades globais, segundo levantamento do Salão do Estudante (outubro/2025).

Estimativas apontam que, somando cursos de idiomas, graduação e pós-graduação, mais de 110 mil brasileiros estudaram fora em 2024/2025, com as mulheres sendo a maioria absoluta nessa mobilidade.

O Reino Unido tem se destacado por oferecer bolsas de estudos integrais (fully funded) voltadas à ampliação da representatividade feminina, sobretudo nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). Essas oportunidades são promovidas pelo governo britânico, universidades e instituições parceiras, com foco também na redução das desigualdades salariais e sociais.

Entre os principais programas estão os oferecidos pelo British Council, como o Women in STEM, além de parcerias com fundações e governos estaduais brasileiros. As bolsas geralmente cobrem 100% da tuition fee, auxílio mensal de moradia, passagens aéreas, visto e taxas obrigatórias de saúde.

A University of the West of Scotland (UWS) é uma das universidades que integram a rede de instituições parceiras do British Council, reforçando seu compromisso com a internacionalização, a inclusão e a igualdade de oportunidades.

Mesmo para mulheres que não conseguem se enquadrar nos critérios de bolsas integrais, a UWS oferece bolsas institucionais de até 40% de desconto nas mensalidades, ampliando o acesso ao ensino superior britânico de qualidade. Atualmente, 68% do corpo discente da UWS é composto por mulheres, um dado que reflete sua política ativa de equidade de gênero.

Recentemente, a UWS foi eleita Universidade Escocesa do Ano em Inclusão Social 2026 pelo The Times e The Sunday Times, reconhecimento que destaca instituições com impacto social concreto e alinhamento às agendas globais de sustentabilidade e redução das desigualdades.

O protagonismo das mulheres brasileiras na mobilidade acadêmica internacional evidencia uma tendência global: o ensino superior como agente ativo de igualdade de gênero, inclusão social e transformação econômica.

Segundo Carolina Dallana, especialista em educação internacional e representante da University of the West of Scotland no Brasil, a educação internacional passou a ser uma estratégia clara de carreira para as mulheres brasileiras. “Elas lideram a busca por estudos no exterior porque entendem que a formação global amplia oportunidades profissionais, acesso à liderança e impacto social. Universidades como a UWS oferecem não apenas bolsas e excelência acadêmica, mas um ambiente genuinamente inclusivo, com políticas reais de igualdade de gênero e programas que preparam mulheres para liderar transformações no mercado global.”

A experiência da arquiteta carioca Renata Gusmão, de 27 anos, reflete esse novo perfil das mulheres brasileiras. Atualmente cursando o mestrado em Sustentabilidade e Tecnologia Organizacional pela UWS, Renata está há seis meses na Escócia e relata uma adaptação positiva ao país, apesar do frio. “Estou satisfeita com o mestrado. O curso atendeu plenamente às minhas expectativas e a experiência internacional agrega muito à minha vivência pessoal e ao meu currículo”, afirma.

No planejamento profissional, Renata busca um emprego de meio período para conciliar com os estudos e pretende seguir atuando em projetos de sustentabilidade com foco no impacto ambiental e social. “A UWS procura oferecer uma formação muito conectada à prática e aos desafios reais do mundo. Isso faz toda a diferença para quem quer construir uma carreira com propósito.”