Rua Helena Corrêa de Miranda apresenta dificuldades e perigos aos motoristas
Por Lanna Silveira
A Rua Helena Corrêa de Miranda, conhecida pelos moradores de Pinheiral como “linha dois” ou “segunda linha”, é alvo antigo de reclamações por vários problemas de estrutura. As queixas da população incluem: baixa iluminação; excesso de “matagal” nos cantos da rua; buracos fundos que limitam o espaço de tráfego dos veículos – especialmente, considerando que a via é de mão dupla; e um barranco que ainda não está completamente cercado por muros de proteção.
Os problemas da via
Apesar de não ser uma avenida central da cidade, a via é bastante utilizada por moradores como uma “rota alternativa”. O trecho serve tanto para chegar até Volta Redonda, quanto para trafegar até o centro de Pinheiral. A área também tem vários moradores e áreas de lazer, como sítios; todos esses fatores, juntos, faz com que a circulação de motoristas, ciclistas e pedestres na rua seja alta mesmo fora de horários de pico.
Luis Fernando, que mora no bairro Jardim Real há cerca de três anos, analisa o estado da rua como “totalmente precário”. Segundo ele, vários trechos da rua impedem o tráfego em mão dupla por conta de buracos no asfalto, além do barranco que ocupa parte da pista que segue em sentido Pinheiral. Ele explica que, além do barranco estar cedendo – algo que faz com que o trajeto naquele lado da pista seja perigoso para os motoristas – boa parte dele não está protegido por cerca. Isso faz com que os carros precisem desviar para o meio da avenida, atrapalhando o trajeto dos carros que vem no sentido oposto.
Ele também analisa que os veículos da pista sentido Volta Redonda também precisam se deslocar para o meio da pista devido ao bambuzal que cresce próximo ao meio fio. Segundo o relato, o “bambuzal” já está apresentando sinais de deslizamento há meses: além da terra já ocupar parte da pista, o bambu chega a atingir o para-brisa dos carros que passam rente à plantação. “Muitas vezes um carro precisa parar para dar passagem para o outro, mesmo sendo via de mão dupla, para evitar batidas. Ali é uma bia bem estreita”, acrescenta Luis. A circulação de veículos é dificultada pela ausência de calçadas na rua, algo que força pedestres se locomover pelas pistas, além de muitos carros e carretas que fazem estacionamento irregular no local.
Durante a noite, os problemas do trajeto aumentam devido à falta de iluminação ao longo de toda a “linha dois”. Os moradores entrevistados afirmam que os pontos mais desertos e com maior risco de acidentes são, justamente, os que ficam completamente escuros à noite. Nas áreas povoadas por casas, existem mais postes; a luz, entretanto, é fraca. Luis afirma que, em alguns trechos, é preciso ligar o farol alto para evitar a colisão com ciclistas, pedestres ou animais; isso, entretanto, dificulta a visão dos motoristas que dirigem na pista oposta.
Outros motoristas entrevistados pela redação afirmam que, em anos frequentando a “linha dois”, raramente presenciaram manutenções promovidas pela Prefeitura para melhorar as condições de tráfego. “Dá a sensação de que aquele lugar está meio esquecido”, enfatiza um morador que circula diariamente pela via há cerca de 15 anos. Outro morador, que reside na cidade há mais de cinco anos, afirma que todas as melhorias que chegaram a ser feitas no local acabam sendo danificadas após períodos de chuvas e devido ao tráfego constante de veículos pesados, como caminhões e ônibus.
Esclarecimento
O Correio Sul Fluminense entrou em contato com a Prefeitura de Pinheiral para questionar sobre a regularidade da manutenção feita no local e sobre a possibilidade de reformas serem feitas para melhorar as condições da rua. Em relação ao avanço da vegetação nas margens da via, a Prefeitura informa que os serviços de roçada estão sendo realizados periodicamente em diversas localidades do município e que, em breve, o trecho mencionado pela reportagem também será contemplado.
Quanto aos buracos, às condições da pista e ao barranco existente no local, a Prefeitura afirma realizar monitoramento e manutenção periódica da via. A equipe explica, ainda, que uma nova operação tapa-buracos está prevista, com o objetivo de melhorar o tráfego e segurança de pedestres e motoristas.
Por fim, a Prefeitura afirma que a demanda de iluminação da rua já foi encaminhada para verificação técnica, para que sejam adotadas as providências necessárias visando melhorar a segurança e a visibilidade no trecho.