Instituto prepara nova geração de operadores nucleares

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Curso consistiu em experimentos práticos realizados nas instalações do Reator Argonauta, que foi construído na década de 1960. Foto: Divulgação/CNEM
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Reator Argonauta é palco de qualificação de profissionais da Eletronuclear

O Instituto de Engenharia Nuclear (IEN/CNEN) recebeu 12 profissionais da Eletronuclear para colocar em prática o Curso Introdutório para Operadores de Reatores de Pesquisa (CIORP). Detalhe: o evento foi realizado pelo segundo ano consecutivo na Instituição e aconteceu entre os dias 14 e 25. O treinamento faz parte do processo de qualificação e requalificação visando a obtenção das licenças de operadores das usinas nucleares de Angra 1 e 2.


O curso teve experimentos práticos nas instalações do Reator Argonauta, construído na década de 1960 e exerce a função de reator-escola, formando e capacitando profissionais que irão operar equipamentos desta natureza. Além de acompanharem como se dão as operações no Argonauta, os treinandos do CIORP se debruçaram sobre os seguintes conteúdos programáticos ministrados: Descrição da Instalação e procedimentos operacionais; Instrumentação nuclear, faixa fonte, intermediária e de potência; Instrumentação nuclear e deteção gama; Curva 1/M e previsão de criticalidade; Calibração de barras de controle; Medida do coeficiente de reatividade de temperatura do moderador; entre outros.


As temáticas foram abordadas em aulas conduzidas pelo corpo docente desse curso, formado pelo chefe do Serviço do Reator Argonauta, André Luís Nunes Barbosa, pelo chefe da Coordenação de Serviços e Tecnologias Nucleares (COSTN/IEN), Francisco José de Oliveira Ferreira, e pelos servidores João Alberto Gadelha, Júlio Cezar Suita, Rogério Chaffin, Marcos Santana e a atual bolsista Silvia Velásquez.


A qualidade dos aparatos tecnológicos disponíveis para o treinamento, assim como o know-how dos professores que lecionaram as aulas foram bem avaliadas pelos alunos desta edição do CIORP: “O curso realizado aqui no IEN/CNEN foi uma grata oportunidade de aprofundar os conhecimentos na área de física nuclear. E isso nos permite manter um alto nível de operação, cada vez mais seguras em nossas unidades. É notório o zelo de todo o corpo docente relacionado ao Reator Argonauta, assim como a condição das instalações foi muito satisfatória para que nosso aprendizado pudesse acontecer de maneira muito agradável”, afirmou Bruno Pereira, Engenheiro de Treinamento da Eletronuclear, que representou a opinião dos alunos nesta reportagem.


Processo de formação
O Curso Introdutório para Operadores de Reatores de Pesquisa é considerado um primeiro passo para que esses técnicos obtenham a licença necessária para operarem uma usina nuclear, algo que requer um rigoroso processo de formação, de três a cinco anos. A Eletronuclear informou ainda que estão inclusos nessa jornada do curso treinamentos teóricos, aulas práticas em reatores de pesquisa e em simuladores próprios da instituição, no município de Angra dos Reis, construídos como réplicas idênticas às salas de controle das usinas. A grade curricular é complementada por avaliações teóricas, orais e prático-orais realizadas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).


Após já ter sido sediado por outras unidades técnico-científicas da CNEN, como o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN), em São Paulo, e o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN/CNEN), em Belo Horizonte, essa importante formação técnico-profissional dentro do setor público nuclear brasileiro está sendo conduzida pelo IEN/CNEN em uma parceria firmada com a Eletronuclear com duração prevista de cinco anos.