Estatal é procurada por empresas interessadas no potencial em recursos de urânio
No segundo dia do Prospectors & Developers Association of Canada – PDAC 2026 (Associação de Prospectores e Desenvolvedores do Canadá), considerado o mais importante evento mundial do setor mineral, a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), com unidade em Resende-RJ, Caetité-BA, Caldas-MG, além do estado de São Paulo, se reuniu com delegações internacionais e foi procurada por empresas interessadas no potencial brasileiro em recursos de urânio.
A movimentação sinaliza que o Brasil está no radar de empresas especializadas em prospecção mineral. Segundo o presidente da INB, Tomás Albuquerque, o interesse foi evidente, especialmente por parte das chamadas exploration companies, que atuam em projetos greenfield, que são aqueles desenvolvidos desde o início do planejamento. Essas empresas trabalham na identificação de depósitos minerais por meio de sondagens, estudos geológicos e captação de capital de risco.
-Começamos a ser procurados por essas empresas interessadas em entender o que está acontecendo no Brasil, quais são os passos que estão sendo dados pra permitir que nós possamos fazer essas prospecções no país, e como vai ser essa relação entre a INB e uma empresa com essa característica – afirmou Tomás Albuquerque.
Além do interesse de empresas, a INB foi procurada por representantes de outros países, incluindo convites para reuniões com membros da União Europeia.
Encontro de mineração
Na segunda-feira, a INB também participou do encontro de mineração organizado pela Brazil-Canada Chamber of Commerce – BCCC (Câmara de Comércio Brasil-Canadá). O objetivo foi reunir os líderes de toda cadeia de valor da mineração e promover o networking e o diálogo com foco em investimentos. A importância do ESG (Environmental, Social, and Governance) como catalisador de investimentos foi um dos assuntos discutidos durante o evento.
Esta edição do PDAC, que acontece até quarta-feira, dia 04, em Toronto, reúne mais de 27 mil participantes de 125 países, incluindo empresas públicas e privadas, governos, investidores e especialistas, com foco em negócios, intercâmbio de conhecimento e identificação de oportunidades e desafios para o desenvolvimento sustentável da mineração global. São mais de 1.300 expositores e cerca de 700 palestrantes.
A conferência é um importante espaço de diálogo bilateral, reunindo líderes, formuladores de políticas públicas e especialistas para debater o futuro da mineração e dos recursos naturais, além de fortalecer parcerias estratégicas.
Antes da abertura oficial do Pavilhão do Brasil, a Câmara de Comércio Brasil-Canadá (Brazil-Canada Chamber of Commerce – BCCC) convidou autoridades, executivos e representantes do setor mineral, entre eles o presidente da INB, Tomás Albuquerque, que participou das discussões sobre o panorama do mercado internacional, oportunidades e gargalos para crescimento e negócios.
Encontro global de mineração
Com duas décadas de realização, a conferência se consolidou como um importante espaço de diálogo bilateral, reunindo líderes, formuladores de políticas públicas e especialistas dos dois países para debater o futuro da mineração e dos recursos naturais, além de fortalecer parcerias estratégicas. Desde sua criação, em 1932, o evento cresceu em relevância e se tornou o principal ponto de encontro global do setor mineral.
A INB, que marca presença pela primeira vez no principal fórum internacional de exploração mineral, é responsável pela mineração de urânio no Brasil, matéria-prima essencial para a geração de energia nuclear, considerada estratégica para a segurança energética e a transição para uma matriz de baixo carbono.
“A participação da INB reforça a inserção do Brasil no cenário internacional da mineração e amplia a visibilidade do país em um segmento estratégico, especialmente no contexto da crescente demanda por minerais essenciais como o urânio, para a transição energética e o desenvolvimento sustentável”, disse Tomás Albuquerque.