Festa Literária Internacional de Paraty acontece entre os dias 22 e 26 de julho com escritores de todo mundo
Entre os dias 22 e 26 de julho, pessoas de todo o mundo se encontram em Paraty para celebrar a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Já nos preparativos finais para o festival, a organização orienta os visitantes a levarem agasalho para as noites, mas também roupas leves para aproveitar o calor durante o dia. A recomendação é estar preparado ainda para possíveis frentes frias e pancadas de chuva.
Para caminhar pelo calçamento de pedras do Centro Histórico, a dica é optar por tênis ou sapatos confortáveis, sem salto e com sola de borracha. Protetor solar e repelente também estão entre os itens indispensáveis na bagagem.
A equipe da Flip reforça que a venda de ingressos para o Programa Principal continua aberta, embora algumas mesas já estejam esgotadas.
Programação
Mesa 1 – Entra furtivamente a luz
- 22 de julho | 19h30
- Dois poetas que transitam entre a poesia, o romance e a crônica conversam sobre a escrita como um projeto construído com cuidado e intenção.
Mesa 2 – Saber de cor o silêncio
- 23 de julho | 10h
- Os poetas José Tolentino Mendonça (Portugal) e Edimilson de Almeida Pereira (Brasil) debatem linguagem poética, enigma e identidade.
- Mediação: Sofia Mariutti.
Mesa 3 – Não vim. Não vi. Não havia guerra alguma
- 23 de julho | 12h
- A canadense de origem ucraniana Maria Reva e o escritor ucraniano Andrei Kurkov conversam sobre como narrar guerras e conflitos.
- Mediação: Laura Capelhuchnik.
Mesa 4 – Mas para que serve o pássaro? O pássaro não serve
- 23 de julho | 15h
- Duas das mais inventivas ficcionistas brasileiras da atualidade discutem seus livros, a fabulação e a função da literatura.
- Mediação: Micheline Alves.
Mesa 5 – A infância volta devagarinho
- 23 de julho | 17h
- Um escritor italiano e uma escritora brasileira conversam sobre romances que questionam o amor compulsório entre pais e filhos.
- Mediação: Anabela Mota Ribeiro.
Mesa 6 – Falo do que impede o sono
- 23 de julho | 19h
- O vencedor do Prêmio Goncourt 2024, Kamel Daoud, e a escritora luso-angolana Djaimilia Pereira de Almeida falam sobre a construção de seus romances.
- Mediação: Adriana Ferreira Silva.
Mesa 7 – Do livro ao palco: Dalton, que tinha um cachorro
- 23 de julho | 21h
- Estreia do espetáculo inspirado na obra de Dalton Trevisan, com direção de Alessandra Maestrini.
Mesa 8 – Água parada água parada água parando
- 24 de julho | 10h
- Carmen Stephan e Drauzio Varella conversam sobre escrita, medicina, doenças tropicais, vida e morte.
- Mediação: Laura Capelhuchnik.
Mesa 9 – Zé Kleber – A severa arquitetura serenamente prende-nos
- 24 de julho | 12h
- Debate sobre arquitetura, ocupação dos espaços e políticas urbanas com um arquiteto paraguaio e um jornalista brasileiro.
- Mediação: Francesca Angiolillo.
Mesa 10 – Estado de sítio, estado de sido, estase
- 24 de julho | 13h30
- A ministra do Supremo Tribunal Federal apresenta seu livro Pela mão do povo – Democracia e voto no Brasil e fala sobre os ataques recentes à democracia.
- Mediação: Paula Miraglia.
Mesa 11 – Como revelar-te se me revelas?
- 24 de julho | 15h
- Uma escritora mineira e uma escritora argentina conversam sobre livros que abordam o adoecimento por demência de mulheres de suas famílias.
- Mediação: Natalia Timmerman.
Mesa 12 – E perdura. Apesar.
- 24 de julho | 17h
- Nathacha Appanah e Bethânia Pires Amaro debatem romances protagonizados por mulheres.
- Mediação: Gabriela Longman.
Mesa 13 – O tecido – Não sabemos qual a trama
- 24 de julho | 19h
- Katie Kitamura e Marta Pérez-Carbonell discutem narradores pouco confiáveis e os limites entre ficção e realidade.
- Mediação: Gabriela Mayer.
Mesa 14 – A saída é a volta
- 25 de julho | 10h
- Um escritor guatemalteco e uma escritora argentina radicada no Brasil refletem sobre deslocamentos e pertencimento.
- Mediação: Gabriela Mayer.
Mesa 15 – Se o delírio te eleva à potência do abismo
- 25 de julho | 12h
- João Cezar de Castro Rocha e Paulo Schiller debatem autoritarismo e a ascensão da extrema direita.
- Mediação: Anabela Mota Ribeiro.
Mesa 16 – O boi é só. O boi é só. O boi.
- 25 de julho | 15h
- Ana Paula Tavares fala sobre sua trajetória literária, produção poética e relação com o Brasil.
- Mediação: Tarso de Melo.
Mesa 17 – Não mais sabemos do barco, mas há sempre um náufrago
- 25 de julho | 17h
- Hisham Matar e Milton Hatoum conversam sobre histórias de famílias marcadas por regimes autoritários.
- Mediação: Paulo Roberto Pires.
Mesa 18 – E este chão não existe, e esta paz é vertigem
- 25 de julho | 19h
- Entrevista com a escritora britânica Zadie Smith.
- Mediação: Juliana Borges.
Mesa 19 – A porta está aberta
- 26 de julho | 10h
- Debate sobre a diáspora africana contemporânea com autores que abordam identidade, deslocamento e memória.
- Mediação: Adriana Ferreira Silva.
Mesa 20 – Nunca crer no que não canta
- 26 de julho | 12h
- Um poeta e uma contista conversam sobre o cotidiano, a cidade e os pequenos gestos que inspiram suas obras.
- Mediação: Fernando Luna.
Mesa 21 – O que faço desfaço, o que amo desamo
- 26 de julho | 15h30
- A catalã Eva Baltasar e a amazonense Susy Freitas encerram a programação em um encontro sobre literatura e criação.
- Mediação: Micheline Alves.