Medalhista revela estratégias para controlar a ansiedade antes das avaliações
Resolver provas de edições anteriores, aprender com os próprios erros e manter uma rotina de estudos estão entre os hábitos que ajudaram Rafael Ambrosio, de 15 anos, a conquistar a medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Aluno do Colégio Estadual Baldomero Barbará, em Barra Mansa, ele acredita que o resultado está mais relacionado à constância e à qualidade do aprendizado do que ao número de horas dedicadas aos estudos.
— Minha principal técnica é fazer provas passadas de edições anteriores da olimpíada, disponíveis nos sites oficiais e em plataformas especializadas. Além disso, resolvo as questões, aprendo com os meus erros e sigo em frente. Acredito que é fundamental manter a constância e evoluir a cada exercício — explica.
Aos 15 anos, Rafael acumula nove medalhas em olimpíadas do conhecimento. Entre as conquistas que considera mais marcantes estão o ouro na OBMEP, a primeira medalha obtida em uma competição, que lhe garantiu participação no 10º Encontro do Hotel de Hilbert, e a prata na Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas (OBFEP).
A quantidade de exercícios resolvidos varia conforme a rotina. Em algumas semanas, o estudante chega a fazer entre 42 e 49 questões, mas ressalta que o número não é o mais importante.
— Às vezes, faço apenas algumas questões; em outras, resolvo uma prova inteira. Quando um assunto me chama a atenção, gosto de estudá-lo até entendê-lo bem — afirma.
Entre os conteúdos mais estudados estão geometria, trigonometria, combinatória, álgebra e aritmética. Para Rafael, temas considerados difíceis deixam de ser um desafio quando são trabalhados com persistência.
Saúde e lazer
A preparação também inclui cuidados com a saúde. Rafael procura dormir pelo menos oito horas por noite e manter uma alimentação equilibrada. Na véspera das provas, prefere descansar em vez de estudar intensamente.
— Normalmente, a ansiedade vem antes da prova. No dia, não faço questões. Respiro fundo, tento relaxar e não penso muito nisso — conta.
Durante a avaliação, ele começa pelas questões mais fáceis e deixa as mais difíceis para depois. Fora dos estudos, caminha, joga vôlei com os amigos e procura ficar algum tempo longe do celular.
O estudante também acredita que a experiência nas olimpíadas pode contribuir para o desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), principalmente pelo estímulo ao raciocínio lógico e pela agilidade na resolução de questões.
— Provas como essas estimulam o nosso raciocínio lógico. Ao fazermos, passamos a resolver as questões com mais rapidez e entendemos melhor o que está sendo proposto. Acredito que isso é fundamental e contribui diretamente para um bom desempenho no Enem — afirma.
Para estudantes que sonham com uma medalha, Rafael deixa três conselhos: fazer questões antigas, aprender com os erros e não desanimar.
Orgulho na escola
A conquista foi celebrada pela comunidade escolar e pelos colegas do Colégio Estadual Baldomero Barbará. A OBMEP reuniu mais de 18,5 milhões de estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e da 1ª à 3ª série do Ensino Médio.
A estudante Estella Valentina destaca o orgulho dos colegas com o resultado. Um cartaz exposto na entrada da escola também registra o reconhecimento pelo desempenho de Rafael.
— Nós ficamos muito felizes. Todos têm muito orgulho dele. Ter um estudante da nossa região que se destaca pela inteligência, conquista uma medalha e demonstra tanta disciplina é motivo de grande alegria. Ele merece todas as homenagens, como o cartaz exposto na entrada da escola, que reconhece esse excelente desempenho — afirma.