Mais um passo foi dado no sentido de tirar do papel o projeto “Caminho do Romeiro”, com o objetivo de oferecer estrutura aos milhares de romeiros que utilizam a Via Dutra em direção ao Santuário Nacional de Aparecida. A RioSP, uma empresa Motiva que administra a rodovia, participou no último dia 17, da audiência pública sobre a iniciativa que está sendo desenvolvida em conjunto com a ANTT (Agência Nacional dos Transportes Terrestres).
Atualmente, o Caminho do Romeiro encontra-se em fase de Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), etapa fundamental para avaliar as melhores alternativas para sua implantação. A reunião realizada pela a ANTT nesta sexta-feira, dia 17 de julho, em Aparecida, é uma das etapas do projeto.
Romaria segura
Enquanto avança nos estudos do novo projeto, a RioSP já realiza ações voltadas à segurança dos romeiros por meio do Projeto Romaria Segura, lançado em 2025. A iniciativa tem foco na conscientização, orientação e acolhimento dos romeiros, com encontros com Paróquias, Dioceses, Grupos de Romeiros, a instalação de tendas de apoio, distribuição de coletes e fitas refletivas para aumentar a visibilidade dos participantes da peregrinação, além de ações de incentivo ao uso da Rota da Luz, um trajeto mais seguro até Aparecida.
Dados positivos
Os resultados da primeira edição foram positivos, com nenhum registro de morte de romeiro na Via Dutra durante o período da Romaria de 2025.
Para 2026, as ações já foram iniciadas com atividades de conscientização em paróquias e dioceses da região. A campanha manterá a distribuição de itens de segurança, orientações específicas para ciclistas e tendas de apoio, que funcionarão entre os dias 7 e 12 de outubro, período de maior movimento de peregrinos na rodovia. Neste ano, também haverá ampliação das ações na Rota da Luz, especialmente no trecho entre Taubaté e Aparecida.
A concessionária reforça seu compromisso em desenvolver uma solução tecnicamente viável e sustentável, capaz de proporcionar mais proteção e dignidade aos romeiros que seguem para Aparecida.
Aparecida, a ‘Capital da Fé’
Aparecida inicia sua história em meados de outubro de 1717 quando veio à notícia da chegada do Governador e Capitão-geral da Capitania de São Paulo e das terras das Minas Gerais, Dom Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos, conhecido também como Conde de Assumar; que iria passar na Vila de Santo Antônio de Guaratinguetá a caminho de Vila Rica, atual Ouro Preto. A História do município surge com o encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a Santa Padroeira do Brasil. Para alimentar o futuro Conde de Assumar (Título oficializado somente em 1718) e sua comitiva (auxiliares e escravos), foram notificados pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores que viviam à margem ribeirinha do Rio Paraíba do Sul, para alimentar o ilustre visitante. E assim foi feito, os pescadores foram buscar peixes para o Conde de Assumar, mesmo sabendo que o período não era propício para a pesca. Porém, muitos foram desistindo ao longo do percurso do rio por não haver peixes e, somente Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves insistiram na pesca e encontraram a imagem da Santa.