Câmara de Angra é alvo da Polícia Federal por suposta assessoria ‘fantasma’ e ‘rachadinha’

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Vereador nega acusações apontadas na investigação e alega suposta motivação pessoal - Ana Luiza Rossi/CSF

A Câmara de Angra dos Reis foi o centro dos holofotes na manhã desta ferça-feira, dia 24, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Caça Fantasmas. O principal alvo foi o vereador Greg Duarte, que teria uma assessora “fantasma”, além de ser suspeito de praticar a chamada “rachadinha”. A operação apurou ainda possível uso indevido de recursos eleitorais e da estrutura da Câmara na campanha eleitoral.

Policiais vasculharam o gabinete, a casa e o escritório do vereador, que também é Policial Militar. O celular dele foi apreendido para realização de perícia e outros documentos. O vereador, do PL, nega as acusações apontadas na investigação e alega que há motivação pessoal na operação da PF.

Policiais federais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Eleitoral, incluindo locais no Rio de Janeiro e Juiz de Fora-MG. A funcionária, que estaria recebendo em torno de R$ 7 mil, sem, no entanto, trabalhar, faz curso de medicina na cidade mineira, conforme apontam as investigações. O vereador diz que a assessora trabalha remotamente, mas já atuou no gabinete presencialmente.

O que diz a Câmara Municipal

Os investigados podem responder por falsidade ideológica eleitoral, peculato, desvio e abuso de poder político e econômico. A Câmara Municipal divulgou nota colocando-se à disposição da Justiça. “Entendemos que as instituições republicanas devem atuar com independência e rigor para garantir a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos. A Câmara Municipal não apenas chancela, mas sustenta a necessidade de uma apuração minuciosa sobre quaisquer indícios de irregularidades que envolvam o uso do aparato público”, diz a nota.

“Ressaltamos que, até o presente momento, esta Câmara não teve acesso formal aos autos da investigação, desconhecendo o teor detalhado dos elementos probatórios colhidos. Tão logo as informações sejam compartilhadas pelo Judiciário e pela Polícia Federal, as medidas administrativas cabíveis serão rigorosamente adotadas, respeitando-se o devido processo legal”, afirma a nota.