A alegria do Carnaval tomou conta da sede do projeto Laço Azul nesta quinta-feira (12), em Volta Redonda. O bloquinho carnavalesco reuniu crianças, familiares e profissionais em uma manhã marcada por música, atividades recreativas e muita interação. A iniciativa teve como principal objetivo trabalhar a socialização e a integração das crianças atendidas pelo projeto, dentro de uma proposta terapêutica e inclusiva.
O evento proporcionou um ambiente acolhedor e seguro para que as crianças pudessem vivenciar a experiência carnavalesca de forma adaptada e respeitosa às suas necessidades. Durante a programação, houve distribuição de pipoca e algodão doce, oficina de confecção de máscaras, além de brincadeiras e momentos de dança ao som de marchinhas e músicas infantis.
O Laço Azul é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Volta Redonda voltada ao atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições de neurodesenvolvimento, oferecendo acompanhamento multiprofissional e ações que fortalecem o vínculo familiar e comunitário.
As crianças fizeram questão de compartilhar a empolgação com o bloquinho e mostraram que a diversão foi garantida do começo ao fim. “Eu estou achando muito legal, estou cheio de confete”, contou Micael, de 10 anos, animado com a festa. Já Davi Roque, de 8 anos, resumiu o sentimento: “Eu estou achando maravilhoso.”
O evento também foi acompanhado de perto pelas famílias. Deisimar Fátima, bisavó de Théo Rodrigues, de 7 anos, ressaltou a importância do projeto para o desenvolvimento do menino e da família. “Eu acho maravilhoso. Ele faz acompanhamento aqui e eu vejo como isso é muito bom para ele e para todos nós. É um cuidado que faz diferença na vida dele”, afirmou.
Jeniffer Aparecida, mãe de Isabela Vitória, de 9 anos, destacou a importância das atividades para o desenvolvimento da filha e comemorou os avanços na socialização. “Eu acho ótimo, principalmente para ela se socializar melhor. Antes, ela não gostava muito, mas hoje já se sente mais à vontade, consegue se expressar melhor e estar com os amiguinhos. Ela estava tão ansiosa para o bloquinho que nem queria dormir, com medo de não acordar a tempo de vir. Isso ajuda muito no desenvolvimento dela”, contou.
“Eu acho muito bom. Desde bebê, ela tem muita dificuldade de interação com todo mundo. No começo, ela trava um pouco, mas depois que vê que eu estou aqui, se sente segura e se solta. Com a terapia, eu vejo que ela está evoluindo a cada dia”, afirmou Marisa Gregório, mãe da Vivian, de 8 anos.
Rafaela Barros, coordenadora do Laço Azul, destacou que o bloquinho foi pensado para unir celebração e propósito terapêutico, reforçando a importância da socialização no desenvolvimento das crianças atendidas.
“A gente organizou essa manhã para comemorar o Carnaval, mas também com uma função terapêutica. A proposta foi proporcionar um momento de diversão para as crianças, ao mesmo tempo em que trabalhamos a socialização e a interação delas com a família, com os terapeutas e com elas próprias”, explicou.