Angra recebe 1° Dia da Visibilidade Trans

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Parte da organização do evento é do coletivo TransGang. Foto: Divulgação

Por Lanna Silveira

Evento celebrará a comunidade trans local na próxima quinta

Angra dos Reis receberá um evento inédito na história da comunidade LGBTQIAP+ local: o 1° Dia da Visibilidade Trans. A celebração da existência e da resistência da comunidade trans acontece na próxima quinta-feira (29), a partir das 14h, na Praça General Osório.

A realização será feita pelos coletivos independentes TransGang e Pica-Pau-Chorão, com o apoio da Prefeitura e dos institutos Araújo e Embelleze Angra.

Programação

Parte das atividades promovidas no Dia da Visibilidade Trans focam em promover e divulgar o trabalho dos artistas trans que moram em Angra dos Reis e participam ativamente do giro cultural local em diversas vertentes: música, moda, artes visuais e cênicas. O circuito de apresentações contará com: Anaya Foxx (atriz, comunicadora e membro do coletivo TransGang); Maskarada e Transtornado (DJs e membros do TransGang); Joana (tatuadora, artista visual e ilustradora); Bento (cantor, instrumentista e estilista); Ellio (dançarino); e Lucy (trancista e modelo).

O evento também prestará serviços públicos essenciais voltados à comunidade, como cadastro para retificação de nome e de gênero, que serão realizados a partir do apoio das secretarias municipais de Juventude e de Desenvolvimento Social e Promoção da Cidadania. Por fim, o público presente poderá se embelezar com as equipes dos institutos Araújo e Embelleze, que oferecerão cortes de cabelo e outros atendimentos gratuitos.

Busca pela cidadania

O Correio Sul Fluminense conversou sobre a realização do Dia da Visibilidade Trans com Pedro Leo (DJ Transtornado), que faz parte do coletivo TransGang e é um dos organizadores do evento. Segundo ele, o coletivo surgiu como uma forma de driblar a baixa empregabilidade de pessoas trans com a criação ativa de oportunidades de trabalho com a cultura LGBTQIAPN+ . O grupo, que atua desde 2021, faz um trabalho intenso em busca da representatividade da comunidade LGBTQIAPN+ em geral e, neste ano, finalmente foi possível conquistar parcerias para a realização de um evento afirmativo.

— O evento foi pensado para que as pessoas trans do município pudessem se conhecer, trocar experiências e afetos, e garantir a nossa cidadania através do acesso aos direitos básicos para o nosso bem viver. Estamos vivendo em um mundo onde a transfobia tem sido cada vez mais pesada, então pensamos que poder mostrar nossa arte e talento, nos fazendo presentes em uma praça pública, pode ser o começo de uma humanização de nossos corpos e vivências — conclui Pedro.