VR: Câmara derruba veto a projeto de espaços sensoriais

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Projeto de Rodrigo Furtado autoriza a implantação de uma Praça Sensorial Modelo, com equipamentos interativos. Foto: Divulgação
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Projeto de Rodrigo Furtado prevê espaços para crianças com autismo

A Câmara Municipal de Volta Redonda derrubou, nesta segunda-feira (28), o veto do Executivo ao Projeto de Lei nº 247/2025, de autoria do vereador Dr. Rodrigo Furtado, que prevê a criação de espaços sensoriais inclusivos em praças, parques e demais áreas públicas de lazer do município.

A proposta é voltada especialmente às crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras deficiências sensoriais e busca tornar os espaços públicos mais acessíveis ao lazer, à convivência familiar e à interação social.

Pelo projeto, os espaços poderão contar com paredes sensoriais com estímulos visuais, táteis, sonoros e olfativos; trilhas com diferentes texturas e relevos; brinquedos adaptados; painéis educativos e interativos; além de áreas de descanso com iluminação e sons suaves, destinadas à regulação sensorial.

A matéria também autoriza a implantação de uma Praça Sensorial Modelo, com equipamentos interativos, área de convivência familiar e elementos voltados ao desenvolvimento das crianças com TEA. Esse espaço deverá funcionar como referência técnica para que iniciativas semelhantes possam ser implantadas gradualmente em outras regiões da cidade.

Para Rodrigo Furtado, a derrubada do veto representa a continuidade de uma proposta que procura permitir que crianças e famílias que muitas vezes encontram dificuldades para utilizar praças convencionais também possam ocupar plenamente os espaços públicos.

“Estamos falando de inclusão na prática. Uma criança com autismo também tem direito de brincar, conviver com outras crianças e aproveitar uma praça com sua família. Precisamos pensar os espaços públicos para todos. A derrubada do veto mantém viva uma proposta que pode fazer diferença na rotina de muitas famílias de Volta Redonda”, afirmou Rodrigo.

Parcerias para viabilizar projeto

Outro ponto previsto no projeto é a possibilidade de a Prefeitura estabelecer parcerias com universidades, instituições de ensino, organizações sociais, voluntários e empresas para colaborar na implantação, manutenção e realização de atividades nesses espaços. Todos os projetos deverão seguir as normas de acessibilidade universal e segurança.

A implantação poderá ocorrer de maneira gradual, de acordo com a disponibilidade orçamentária, com prioridade para regiões de maior circulação de famílias e crianças.

Na justificativa original, Rodrigo destacou que a proposta pretende transformar praças e parques também em ambientes de acolhimento e desenvolvimento, permitindo que crianças com TEA e outras condições sensoriais tenham mais oportunidades de lazer e interação junto às demais crianças e suas famílias.

“Uma cidade inclusiva é aquela em que ninguém precisa ficar de fora. Essa é a ideia deste projeto: fazer com que nossas praças sejam também espaços de acolhimento, desenvolvimento e convivência para as crianças com autismo e suas famílias”, completou o vereador.