INB e Eletronuclear são incluídas em colegiado criado para aprofundar estudos sobre recursos nacionais de urânio

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Presidente da INB, Tomas Albuquerque, participou da 1ª Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Política Mineral. Foto: Divulgação/INB

Grupo de Trabalho conta com a participação da INB e Eletronuclear

O presidente da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Tomas Albuquerque, participou da 1ª Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Política Mineral – CNPM de 2026, realizada nesta quinta-feira (02) no Ministério de Minas e Energia, em Brasília/DF. Nesta data, o Conselho aprovou a resolução que institui um grupo de trabalho destinado a estudar a contribuição do setor mineral, em especial do urânio, para o desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro, do Programa Nuclear da Marinha e de outros programas estratégicos da defesa nacional e transição energética.

O colegiado criado pelo CNPM terá 90 dias para avaliar o estado atual do mapeamento e do conhecimento sobre os recursos e reservas de minerais do urânio e propor estratégias para ampliar essas informações. Também caberá ao colegiado dimensionar o potencial de produção mineral, considerando empreendimentos em andamento e projetos futuros.

O grupo será coordenado pelo MME e reunirá Casa Civil, Gabinete de Segurança Institucional, Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Comando da Marinha e Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais (CPRM), com a participação de convidados permanentes como Ministério da Defesa, Agência Nacional de Mineração (ANM), Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Eletronuclear, Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e INB.

Convidado para subsidiar os debates, Tomás reforçou o papel da INB no ciclo do combustível nuclear e a necessidade de aumentar os investimentos na pesquisa e na produção do minério pelo Brasil devido ao cenário mundial que já produz menos do que a demanda. “Temos uma janela de oportunidade incrível e uma janela de preocupação. Hoje, o mundo produz 60 mil toneladas de urânio e consumiu, em 2025, 65 mil. Cinco mil toneladas saíram de reservas estratégicas que os países e as próprias usinas nucleares detêm”, explicou.

Nos próximos anos a situação deve se agravar porque há mais de 70 reatores sendo construídos no mundo. De acordo com Tomás, o mundo vai precisar de mais 14 mil toneladas de urânio, ao mesmo tempo em já há uma queda de produtividade das minas em operação.

Embora o Brasil tenha um dos maiores recursos minerais de urânio no mundo, a produção interna não consegue atender a demanda atual de produção de combustível para Angra 1 e 2. Além disso, o Plano Nacional de Energia – PNE 2055 estabeleceu uma meta de 14GW, o que faria a necessidade do minério sair de 450 t para 3 mil toneladas. “Essa disparidade entre ter essa projeção de potencial que já identificamos e ter esse urânio, efetivamente, exige muitos investimentos para que a equação seja revertida”, reforçou.

Sobre o CNPM

O Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) é o órgão federal de assessoramento direto ao Presidente da República, que tem como responsabilidade formular as diretrizes, metas e prioridades para o desenvolvimento do setor mineral brasileiro.