Deputado Jari Oliveira apoia criação da CPI do Banco Master

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Parlamentar cobra esclarecimentos sobre investimento de mais de R$ 2 bilhões do Estado. Foto: Divulgação

O deputado estadual Jari Oliveira é um dos parlamentares que assinaram o pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar as operações envolvendo o Banco Master e os investimentos realizados pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro na instituição financeira.

O Governo do Estado, sob a gestão do ex-governador Cláudio Castro, aplicou mais de R$ 2 bilhões de recursos públicos no Banco Master. Os valores são oriundos do Rioprevidência (Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro) e da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos). O caso ganhou ainda mais repercussão após as recentes investigações conduzidas pela Polícia Federal, ampliando os questionamentos sobre a gestão desses recursos.

Para Jari, a CPI é um instrumento fundamental para garantir transparência e permitir que a população tenha acesso a todas as informações relacionadas às decisões que envolveram a aplicação desse volume de dinheiro público.

“Estamos falando de mais de R$ 2 bilhões que pertencem ao povo do Rio de Janeiro. É obrigação da Alerj fiscalizar, buscar informações e garantir que todos os fatos sejam esclarecidos. A população merece saber quais critérios foram utilizados para esses investimentos e se houve a devida proteção dos recursos públicos”, afirmou o deputado.

Jari destacou que a iniciativa não tem caráter partidário, mas representa o papel constitucional da Assembleia Legislativa de fiscalizar os atos do Poder Executivo e defender o interesse da sociedade.

“Sempre digo e repito: quem errou precisa responder pelos seus atos. Quem administra recursos públicos precisa prestar contas à população. Estamos falando de dinheiro que pertence ao povo do Rio de Janeiro. Dinheiro da aposentadoria de servidores, de investimentos públicos e de áreas essenciais, que precisa ser tratado com total responsabilidade, transparência e segurança”, acrescentou.

O deputado defende que a CPI tenha acesso a documentos, contratos, pareceres técnicos e demais informações que possam esclarecer como foram realizadas as aplicações financeiras e quais garantias foram adotadas para proteger o patrimônio do Estado.