Angra dos Reis recebe, nos dias 13 e 14 de fevereiro, mais uma edição do Bloco LGBTQI , dedicado a celebrar a diversidade artística da comunidade.
A programação do bloco LGBTQI foi pensada para criar uma experiência completa de encontro, cultura e celebração. O primeiro dia de evento começa com uma partida de Gaymada, a partir 16h, com participação do time angrense de queimada feminina Tempestade Rosa. A “gaymada” se tornou um dos aspectos culturais mais icônicos da comunidade LGBTQI , misturando esporte com expressão e liberdade corporal.
Em seguida, a discotecagem dos DJs Transtornado, Henryx e Gustavo Castro agitarão a noite com um repertório voltado para o pop, eletrônico e carnavalesco. O show do artista Victor Telles, que vem crescendo na cena funk local, encerra as atividades do dia.
No sábado (14), o foco principal do evento será o “Concurso da Rainha Gay”, às 20h, que reconhecerá os looks mais criativos e poderosos do público presente. As três primeiras colocadas receberão premiações em dinheiro. A noite também contará com performances das drag queens Kyn, Ashlley, Valéria e Makaylla; DJ sets com DJ Vinny e DJ Lúcio; e o show principal da drag queen Lilly Riuby. A proposta da organização do evento é misturar esporte, música, performance e festa, ocupando o espaço público de Angra dos Reis de forma diversa e acessível, contemplando artistas que representem não somente a força da cena angrense, como da região inteira.
— A programação foi pensada a partir da ideia de ocupar a praça com atividades que dialogassem tanto com o lazer quanto com a cultura e a representatividade. A Gaymada, por exemplo, surge como um momento de integração, enquanto os shows e performances trazem a parte artística e simbólica do evento. A escolha dos artistas levou em conta trajetórias que dialogam com a cena LGBTQIAPN , a conexão com o público e também a diversidade de estilos, para que diferentes pessoas se sintam representadas — explica Lílly Riuby, que faz parte da equipe organizadora do bloco.
Trajetória
O Bloco LGBTQI faz parte do Carnaval de Angra dos Reis desde 2023, nascendo da vontade e da necessidade da comunidade em criar um espaço seguro, festivo e político para seus membros. Hoje, a organização é formada pelo produtor cultural Willian Cezar; a artista Lílly Riuby; e Gil, também conhecido como “Piriquito”.
— Eventos como o Bloco LGBT são fundamentais porque ocupam o espaço público com corpos, vozes e expressões que historicamente foram silenciadas. Isso fortalece a sensação de pertencimento, dá visibilidade à comunidade e ajuda a construir uma cidade mais diversa e plural. Além da festa, existe um impacto simbólico muito forte: é sobre existir, permanecer e celebrar em conjunto — conclui Lílly.