Venda era feita de forma ilegal no Centro de Angra dos Reis
Por Sônia Paes
Uma nova investida da Polícia Civil em Angra dos Reis resultou na prisão de um homem, de 63 anos, suspeito de vender as chamadas “canetas emagrecedoras”, de forma clandestina, no movimentado centro do município, em plena Rua da Conceição. Trata-se da terceira prisão efetuada na cidade da Costa Verde por venda ilegal de medicação controlada, em menos de 20 dias. No começo de fevereiro, a polícia prendeu um casal pelo mesmo motivo: venda clandestina de medicação para emagrecimento.
Nesta terça-feira, dia 10, o suspeito foi detido graças a operação batizada de “Fake Pen”, deflagrada, no início do mês, em combate à venda de medicamentos clandestinos usados para emagrecimento ou para pessoas em busca de resultados milagrosos e rápidos em treinos de musculação ou fisiculturismo, sem qualquer suspervisão. Com o suspeito, foram apreendidos dois frascos de Deca-durabolin e 1 de Deposteron.
Na 166ª DP (Angra dos Reis), o suspeito disse, em depoimento, que uma pessoa, que não teve o nome divulgado, fornecia as receitas que ele usava para comprar os fármacos em drogarias do município. Um “cliente” também foi detido e levado para a delegacia, onde ele teria confirmado que comprou o remédio. E mais: que não era a primeira vez que conseguia a medicação, por meio de Vitor. O valor da venda, segundo ele, gira em torno de R$ 310,00, e o pedido é feito facilmente por meio de um aplicativo.
A operação foi comandada pelo delegado titular da 166ª DP, Roberto Ramos, à frente das investigações. O homem vai responder por uso de documento falso e venda de medicamentos sem licença de autoridade sanitária competente: a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A polícia informou que dará prosseguimento à investigação para identificar o fornecedor de receitas para a compra das substâncias químicias e inibir vendas ilegais das mesmas.
Início da operação e repressão da venda ilegal
A operação em Angra dos Reis, na região da Costa Verde, no Estado do Rio, foi deflagrada, no início de fevereiro, quando foi preso um casal – um homem de 33 anos e uma mulher de 36 anos – suspeito de comercializar os remédios. A prisão foi efetuada em flagrante, no bairro Japuíba, que também tem grande movimentação, onde o suspeito tentava entregar seringas e comprimidos em uma moto. Alguns pontos que serviam de encontro para a compra e venda das canetas estavam sendo monitorados por agentes da polícia desde que as investigações foram iniciadas.
Após a prisão, ele levou os policiais civis até à casa onde as canetas eram armazenadas, de forma totalmente irregular e sem os devidos cuidados, determinados por orgãos que controlam as vendas de remédios. Como foi divulgado pela polícia civil, na ocasião, os remédios estavam guardados em uma geladeira comum da residência, misturado a alimentos e outros produtos.