Marco histórico ocorreu na escolha de cursos da Academia
Pela primeira vez na história do Exército Brasileiro, cadetes do sexo feminino passaram a integrar a Arma de Comunicações. O marco inédito ocorreu durante solenidade realizada na última semana na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende, quando cadetes do segundo ano de formação puderam optar pela Arma que seguirão ao longo da carreira militar.
Das 29 vagas destinadas à Arma de Comunicações em 2026, 10 foram ocupadas por mulheres. Com isso, elas poderão atuar como oficiais de Comunicações após a conclusão da formação, prevista para o final de 2028.
A primeira cadete a optar pela Arma de Comunicações, conforme a classificação geral da turma, foi Eliza Hoffmann. Ela destacou a importância do momento histórico e a responsabilidade assumida pelas pioneiras.
“Fazer parte da Arma de Comunicações é uma grande honra, mas uma honra carregada de responsabilidade. É uma honra porque é uma Arma carregada de legado e nós estamos fazendo parte desta história, desta grande conquista. E há a responsabilidade porque sabemos que, a partir de agora, seremos referência para as próximas turmas. Nossa postura e nosso desempenho vão servir de exemplo”, afirmou.
O comandante do Curso de Comunicações, tenente-coronel Araújo, também ressaltou o significado da conquista e os desafios da nova etapa.
“Sentimo-nos privilegiados em receber as pioneiras no curso, ao mesmo tempo em que aumenta a nossa responsabilidade em entregar o mesmo tratamento, prevalecendo a isonomia de nossa formação”, declarou.
A inclusão das mulheres na Arma de Comunicações acompanha a ampliação da participação feminina no Exército Brasileiro. Desde 2021, a Força já conta com oficiais femininas do Serviço de Intendência e do Quadro de Material Bélico formadas na AMAN. Em 2025, mulheres de 18 anos passaram a poder se alistar de forma voluntária no serviço militar. A partir de 2026, elas poderão ser incorporadas como soldados, com possibilidade de permanência entre um e oito anos.
No Exército, a Arma de Comunicações é responsável por garantir a coordenação e o controle das operações militares, antes, durante e após as ações. A área também atua no controle do espectro eletromagnético, com o objetivo de dificultar as comunicações do inimigo, proteger as próprias transmissões e obter informações estratégicas.